Adoção de tecnologias aumenta produção de arroz irrigado no Tocantins

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Arroz

Adoção de tecnologias aumenta produção de arroz irrigado no Tocantins

BRS Catiana obteve retorno para os produtores daquela região uma produtividade média de 6.386 kg/ha
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BRS Catiana obteve retorno para os produtores daquela região uma produtividade média de 6.386 kg/ha no Tocantins, chegando a 9.900 kg/ha só no município de Lagoa da Confusão. O fator atribuído a este resultados se deve, principalmente, pela redução na aplicação de fungicidas, em especial ao combate à brusone, considera a principal doença do arroz no Estado.

A BRS Pampeira em condições normais de ambiente e manejo da lavoura, obtém rendimento industrial de grãos, superior a 68% de grãos inteiros polidos;  o foco da BRS Pampeira é a qualidade e a quantidade, sua produtividade média rende em torno de 10 toneladas por hectare.  

Completando o trio de novas cultivares de arroz no Tocantins, a BRS A702 CL foi lançada em 2018 numa parceria entre Embrapa e BASF; esta cultivar se caracteriza por permitir menor quantidade de aplicações de herbicidas, pois reduz de cinco para apenas duas aplicações, no máximo.  Como indicador de produção da BRS A702 CL na safra 2018/2019 apresentou numa área de 3.168 hectares um potencial produtivo de 7.650 kg/ha.

Manejo alternativo às queimadas - A presença de grande quantidade de palha do arroz pós-colheita tem propiciado dificuldades operacionais no preparo do solo para o cultivo das espécies adaptadas ao sistema de terras altas em sucessão ao arroz irrigado em várzea.

É uma alternativa bastante promissora para os produtores é a incorporação desta palha do arroz no solo, pois facilita sua decomposição, em vez da queimada, uma prática tradicional utilizada pelos produtores, que prejudica à matéria orgânica do solo (MOS) e à atmosfera, devido à libertação de CO2 e outros gases.
O uso do rolo-faca no manejo da palha de arroz para o plantio da soja em sucessão à cultura do arroz é outra alternativa que tem proporcionado ganhos ambientais e agilidade no preparo do solo.

Considerando que para cada tonelada de grão colhido de arroz existe uma tonelada de palha que fica na lavoura, esse resíduo que sobra após a colheita se transforma em um problema para os produtores. Mas com o uso do rolo-faca geram benefícios para o solo e a produção, além de evitar a poluição atmosférica que geram outros prejuízos à saúde e ao meio ambiente.

A incorporação da palha do arroz irrigado com rolo-faca deve ser utilizada imediatamente após a colheita, ainda com lâmina de água; isto possibilita a preparação antecipada do solo com economia de tempo, redução de operações e combustível no cultivo da soja em sucessão.

Uso da soca do arroz - Soca do arroz é a capacidade das plantas regenerarem os perfilhos férteis após o corte de seus caules na colheita. Trata-se de uma alternativa viável para aumentar a produtividade de grãos em áreas de produção de arroz irrigado.

Para se obter êxito no cultivo da soca é necessário um planejamento do sistema de produção de grãos de arroz, que corresponde ao estabelecimento da cultura principal até a segunda colheita. Entre os benefícios da soca do arroz na produção de grãos está a agregação de valor na ordem de 20 a 30 sacas/ha, o que propicia aumento da lucratividade para o produtor, pois os custos de produção com essa prática diminue, chegando a ser inferior a 10 sacas/ha. Outro benefício da soca do arroz é o aumento de produção por unidade de área cultivada, reduzindo a sazonalidade do uso de máquinas e implementos.

Em condições de campo as práticas culturais que promovem rápida e uniforme brotação são especialmente importantes as empregadas no cultivo da soca que auxilia no desempenho da planta, como por exemplo, a fertilização nitrogenada, o manejo da água de irrigação e os tratos fitossanitários.
O nitrogênio deve ser utilizado no cultivo da soca do arroz logo após a colheita da cultura principal, pois assim, se obtém uma brotação mais rápida, com perfilhos mais sadios, incrementando a produtividade e a qualidade de grãos.

Manejo de água e nitrogênio -  O manejo de água na cultura do arroz irrigado compreende um conjunto de procedimentos, todos considerados importantes, seja do ponto de vista econômico ou do crescimento e desenvolvimento das plantas e que envolve a tanto a captação quanto a distribuição. No arroz irrigado do Tocantins são aspectos importantes considerar o período de submersão do solo, a altura da lâmina de água e a drenagem da área.

Por suas características agronômicas o arroz está entre as culturas mais exigentes em termos de recursos hídricos e esta alta exigência faz com que a manutenção de lâmina de água sobre a superfície do solo gere uma série de vantagens para a cultura do arroz.

Só como exemplo, para um cultivo do arroz irrigado, por submersão do solo, são necessários em torno de 2000 L (2 m3) de água para produzir 1 kg de grãos com casca, estando o arroz entre as culturas mais exigentes em termos de recursos hídricos.

O volume de água requerido por inundação do solo está interligado ao somatório da água necessária para saturar o solo, formar uma lâmina, compensar a evapotranspiração e repor as perdas por percolação e fluxo lateral.

O sudeste do Tocantins está sob influência do clima tropical de altitude e um dos menores índices pluviométricos do Estado (1200 mm); isto significa menores rendimentos da pecuária e maiores restrições à agricultura de arroz.

Esta prática de manejo de água junto com a aplicação de nitrogênio (N) na cultura traz uma melhora no potencial produtivo local, pois o N proporciona maior incremento à produtividade de grãos, em especial, do arroz irrigado.

A primeira adubação de cobertura com nitrogênio deve ser realizada preferencialmente em solo seco, desde que a inundação da lavoura seja realizada o mais rápido possível (o tempo máximo entre a aplicação de N e a inundação da lavoura deve ser de três dias).

E as aplicações de nitrogênio em cobertura, após a inundação da lavoura, devem ser realizadas sobre a lâmina de água, tendo o produtor o cuidado em interromper a circulação da água na lavoura neste período de aplicação por, no mínimo, três dias. O importante é o produtor buscar alternativas técnicas eficientes de cultivo do arroz, visando o melhor aproveitamento do N pelas plantas.


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