Projeto Dom Helder Câmara

Agentes de Ater participam de curso de formação para atuar no projeto

O objetivo é reduzir a pobreza rural, através da inclusão produtiva dos agricultores familiares, por meio da prestação de assistência técnica continuada
Por: -Jerúsia Arruda
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No período de 06 a 10 de novembro, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) realiza o curso de formação para os agentes de Ater que irão atuar no projeto Dom Helder Câmara, nos Estados do Maranhão, Pernambuco e Sergipe.

O curso faz parte do plano de trabalho do eixo Assistência Técnica e Extensão Rural do projeto, cujas ações estão sendo coordenadas pela Anater e realizadas em parceria com as Emateres, nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe (Nordeste), Minas Gerais e Espírito Santo (Sudeste). Para o eixo Ater, o investimento é de R$ 196 milhões, até abril de 2020, e irá beneficiar 63 mil famílias de agricultores de 917 municípios.

O presidente da Anater, Valmisoney Moreira Jardim, explica que o curso de formação está sendo realizado em todos os Estados que já firmaram parceria com a Anater. “A Anater tem o maior cuidado em trabalhar a formação dos extensionistas, porque são esses profissionais que irão a campo levar a Nova Ater, que é a proposta da Anater de prestar um serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural com um novo olhar, com um viés no desenvolvimento comunitário e como um componente para o desenvolvimento sustentável. Por isso essa qualificação é tão importante”, avalia.

De acordo com o presidente, a meta da Anater é formar 1000 extensionistas e pelo menos 100 gestores ainda este ano. “Tivemos a oportunidade de acompanhar pessoalmente a formação em alguns Estados e vimos que os profissionais estão muito satisfeitos em participar do curso e em ver a Anater funcionando. Esperamos que em breve toda a rede de extensionistas do País já tenha passado pela formação”, completa.
 
Planos de Trabalho 

No Estado do Maranhão, o projeto Dom Helder Câmara é realizado em parceria com a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) e vai beneficiar 1.750 agricultores familiares em situação de vulnerabilidade socioeconômica, em 18 municípios onde são registradas os menores Índices de Desenvolvimento Humano Municipais (IDHM). O objetivo é reduzir a pobreza rural, através da inclusão produtiva dos agricultores familiares, por meio da prestação de assistência técnica continuada.

Em Sergipe, o projeto é realizado em parceria com a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro), com a proposta de assistir 3.000 famílias de agricultores, que vivem em situação de extrema pobreza, em 21 municípios dos territórios Alto Sertão, Sertão Ocidental e Médio Sertão, região com elevada concentração de pequenas e médias propriedades rurais e grande diversidade produtiva, como a bovinocultura e cultivos agrícolas mais tradicionais como feijão, milho e mandioca.

Em Pernambuco, a parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) vai beneficiar 58 municípios que integram o semiárido pernambucano (Agreste e Sertão), atendendo 5.640 famílias de agricultores de forma planejada ao longo de 3 anos.  No Estado pernambucano, o projeto prioriza as regiões de desenvolvimento que integram os territórios produtivos de maior especialidade e com potencialidades estratégicas para o Estado, como feijão, bacia leiteira, caprino e ovinocultura, fruticultura, raízes e tubérculos. A proposta é dinamizar a unidade produtiva familiar, melhorando a produtividade e a rentabilidade da atividade agropecuária, de forma sustentável.

O presidente, Valmisoney Moreira Jardim destaca que é um privilégio para a Anater participar de um projeto com um viés social tão forte. “O projeto Dom Helder Câmara não é só Ater, mas, no nosso entendimento, é a Ater que vai qualificar todas as demais ações que serão executadas pelo Dom Helder Câmara. Isso é muito gratificante, porque vai ao encontro daquilo que acreditamos que a  Ater é capaz de fazer, ou seja, melhorar a vida das pessoas, principalmente dos agricultores familiares”, conclui.

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