Agptea comemora 50 anos em 2019 com um novo olhar para o ensino agrícola

Ensino agrícola

Agptea comemora 50 anos em 2019 com um novo olhar para o ensino agrícola

Entidade encerra 2018 com muitas conquistas e projeta metas desafiadoras visando a inclusão do empreendedorismo e da pesquisa nos currículos escolares
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A Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) registrou muitas conquistas em 2018 e para o próximo ano planeja estratégias que levem a um novo olhar ao ensino técnico agrícola e ao trabalho desenvolvido no meio rural. O presidente da entidade, Fritz Roloff, destaca que as atividades desenvolvidas ao longo deste ano tiveram o foco voltado às questões pedagógicas de apoio às escolas, visando a possibilidade de reexaminar o perfil do técnico agrícola. Salienta que o objetivo é ter um formando com uma visão holística que possa realmente transformar situações no campo. 

Roloff afirma que a escola agrícola é, com certeza, o viés mais importante para que haja uma  orientação qualificada junto aos produtores. Diante disso, ressalta que a meta é contribuir com as escolas para que mais jovens possam empreender suas ações no campo e permanecer na propriedade dos seus pais. “A sucessão rural está cada vez mais difícil porque um conjunto de condições necessárias não se encontram no campo e a escola pode abrir portas para que o aluno ache novas oportunidades e tenha uma visão mais ampliada do agronegócio, seja para o grande, médio ou pequeno produtor”, comenta.

O presidente da Agptea explica que é importante revisar os currículos escolares e inserir o empreendedorismo e a pesquisa. “Hoje, com a internet, a informação está disponível muito mais fácil. No entanto, para formar um cidadão com atitude, com o verdadeiro sentimento de querer avançar, é preciso vivência, depoimento. Isto é, realmente, o fazer diferente na ação pedagógica”, coloca.

Roloff também destaca as conquistas alcançadas pela Agptea neste ano, como o Prêmio Folha Verde, o qual foi entregue pela Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa do Estado. Segundo o dirigente, ser agraciada com este troféu é talvez o maior reconhecimento que a entidade já teve, onde entre muitas outras entidades a Agptea foi escolhida para representar o segmento agricultura no Rio Grande do Sul. “Esse prêmio nos honra muito e nos compromete cada vez mais a ir em busca de novas alternativas, metas e compromissos. Nós escolhemos como principal tarefa defender ações pedagógicas voltadas para a qualidade de vida, ou seja, que possamos realmente encontrar situações para que a vida no planeta se sustente melhor. Não podemos ignorar que hoje muitas populações não têm mais acesso à água potável e a poluição nas grandes cidades torna difícil até respirar. Então, isso também faz parte do estudo, da  pesquisa, e as escolas, as universidades, têm papel fundamental, e a Agptea também pode contribuir”, salienta.

Nesse sentido, para 2019 a entidade quer fortalecer ações voltadas à vida no planeta, afirmando Roloff que é preciso primeiro mudar a lógica do lucro pelo lucro, para depois pensar em desenvolvimento sustentável. “Muitas famílias hoje já não têm mais condições de se manter no campo. Nós temos plena convicção de que o ensino agrícola do nosso Estado tem muito para contribuir nesse contexto. As escolas querem participar e nós enquanto associação queremos validar cada vez mais o trabalho realizado pelas secretarias de Estado, Emater e outras organizações, no sentido de somar esforços. Acreditamos que unidos podemos contribuir cada vez mais para a melhoria da qualidade de vida”, enfatiza. 

Roloff destaca ainda os eventos a serem realizados no novo ano, como os já tradicionais Encontro Estadual e Congresso Nacional, e a comemoração dos 50 anos da Associação, no dia 2 de julho. A intenção é promover um grande evento para mostrar a importância das entidades se manterem firmes por tanto tempo nos seus propósitos, com planejamento estratégico voltado para ações concretas. Roloff coloca que a Agptea além de ser uma entidade que congrega professores, também quer contribuir para a formação integral do ser humano. “Não somos uma escola, queremos ser um agente capacitador, que possa contribuir com a formação. E dentro desta ótica, temos muitos desafios. Queremos chegar em 2019 abrangendo cada vez mais estratégias novas para incluir pessoas e levar novas mensagens e ações concretas mostrando que a vida no campo vale a pena, que é bom ser agricultor, basta que se enxergue diferente o agronegócio. Muitas vezes se pensa que na pequena propriedade está tudo inviável, mas não se percebe a preciosidade que se tem. Talvez com um novo olhar, isto ainda seja possível”, conclui.


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