Agrava situação da indústria de carne nos Estados Unidos
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Agronegócio

Agrava situação da indústria de carne nos Estados Unidos

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A crescente lista de países que fecharam suas fronteiras para a importação de produtos avícolas dos Estados Unidos por conta da gripe de aves agrava a situação da indústria de carne americana, que ainda enfrenta a seqüela do mal da "vaca louca". Embora o caso de gripe do frango diagnosticado na segunda-feira no Texas não seja do mesmo tipo que o que causou a morte de 22 pessoas na Ásia, países como Canadá, México e os da União Européia atuam com cautela.

A Rússia, principal consumidora de produtos avícolas dos Estados Unidos, anunciou que bloqueará a compra de frangos do Texas, mas não descarta ampliar esta proibição aos demais estados, como o fez com Delaware.

Até agora, 28 países anunciaram restrições à carne de frango dos EUA, que exporta cerca de 15% de sua produção avícola e recebe por isso rendimentos anuais de mais ou menos US$ 2 bilhões.

No continente americano, a importação de alguns ou de todos estes produtos foi proibida por Canadá, México, Brasil, Chile, Colômbia e Guatemala. Isto é uma má notícia para o setor agropecuário do país, que suspirava com alívio ante a notícia de que México e Canadá flexibilizariam a proibição às importações de carne bovina.

Vacina experimental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em Bangcoc, que uma vacina experimental para proteger os seres humanos da gripe do frango começará a ser testada em março. O representante na Tailândia da OMS, Bjorn Melgaard, disse que quase paralelamente aos testes começará, no fim de março, a produção da vacina em pequena escala, o que "nos permitirá realizar estudos sobre seu segurança e eficiência".

A OMS também advertiu que as condições nos países afetados pela gripe do frango, que causou a morte de 22 pessoas na Ásia, são propícias para que ocorra uma pandemia.

No Brasil, o Ministério da Agricultura anunciou a contratação de 450 técnicos e 150 fiscais agropecuários para reforçar o controle sanitário e impedir o ingresso no País da influenza aviaria. O governo está comprometido a liberar R$ 68 milhões para defesa sanitária neste ano, informou o ministério.


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