Agrenco e Marubeni produzirão energia limpa
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Agronegócio

Agrenco e Marubeni produzirão energia limpa

O Grupo Agrenco entra na área de bioenergia
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O Grupo Agrenco, que atua na produção e comercialização de grão, entra na área de bioenergia. O presidente da empresa, Antonio Iafelice, anunciou nessa quarta-feira (21-02) a associação com a japonesa Marubeni para produzir energia limpa de fontes renováveis.

Segundo o acordo, a Marubeni aplicará US$ 40 milhões na Agrenco Bioenergia, empresa que será criada exclusivamente para a produção de bioenergia. A Agrenco aplicará US$ 80 milhões. A participação da Marubeni na Agrenco Bioenergia será de 33%. O Grupo Agrenco, por sua vez, terá 67%. Os investimentos totais estão estimados em US$ 190 milhões. Os recursos remanescentes serão obtidos com a venda de bônus no mercado internacional, segundo informou Iafelice, que se encontrava ontem em Seul.

Não haverá participação de nenhuma instituição financeira de fomento para a nova empresa. "Temos pressa e daria tempo de nos submetermos às exigências das instituição de fomento", declarou. Essa foi a razão do grupo ter optado por buscar recursos no mercado financeiro internacional.

Estão previstos no acordo a criação do que Iafelice chamou de três parques de bioenergia no Brasil. Serão três usinas de biodiesel, duas usinas de co-geração de energia elétrica e duas indústrias de esmagamento de soja. A localização dessas unidades já está definida: Alto Araguaia, no estado de Mato Grosso, Caarapó, no estado de Mato Grosso do Sul e em Céu Azul, no Paraná.

Boa parte da produção do biocombustível será dirigida ao mercado externo. Mas está também nos planos da nova empresa fornecer biodiesel para movimentar a frota que atende a Agrenco no Brasil. Também consumirão combustível da nova empresa a empresa de transportes ferroviários ALL e produtores rurais da região Centro-Oeste. A produção será de B-100, o biodiesel puro que pode ser utilizado em qualquer veículo sem adaptação.

O empresário disse que o fornecimento direto de combustível aos produtores rurais proporcionará uma grande economia, uma vez que não pagarão os impostos que oneram o combustível e elevam o preço do litro do diesel a quase R$ 2. Além de barato, o combustível a empresa, segundo Iafelice será de elevada qualidade. Para isso, está no projeto a instalação de um laboratório de elevada tecnologia, apenas similar aos mantidos pela Petrobras, informou. "Vamos prestar serviços para outros produtores de biodiesel do Centro-Oeste".

O CEO da empresa acredita que a Agrenco Bioenergia ganha vantagem competitiva com a construção de seu parque de bioenergia. "Nosso projeto é economicamente auto-sustentável porque produziremos biodiesel e energia elétrica para alimentar as máquinas da usina. Também poderemos vender o excesso de energia no mercado à vista. Fazendeiros e cooperativas rurais associadas ao projeto certamente terão benefícios, porque poderão alimentar suas unidades com biodiesel, o que gerará reduções significativas no custo de combustível".


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