Agricultor disputa recursos do Banco do Brasil no PR

Agronegócio

Agricultor disputa recursos do Banco do Brasil no PR

Desde o início de setembro o banco mantém suas agências abertas nos finais de semana para atender à demanda por crédito para o custeio
Por:
108 acessos

A redução dos juros do crédito para custeio agrícola de 8,75% para 6,75% ao ano, preços nas alturas e as boas perspectivas de comercialização provocaram uma corrida às agências do Banco do Brasil (BB) no Paraná. Desde o início de setembro o banco mantém suas agências abertas nos finais de semana para atender à demanda por crédito rural para o custeio da safra. Em 20 dias de esforço concentrado foram firmados 50% dos contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), no total de R$ 350 milhões, e 42% dos contratos da Agricultura Empresarial, somando R$ 756 milhões.

Até o fim de setembro, o número de contratos da Agricultura Empresarial deverá chegar a 85% do previsto e da Agricultura Familiar, a 90%, disse o superintendente do Banco do Brasil no Paraná, Cezar de Col. Uma das razões para o alto movimento nas agências é o aumento na distribuição dos recursos do Pronaf. A expectativa é de atender a 150 mil famílias, 18 mil mais que no ano passado. Segundo o BB, os financiamentos do Pronaf no Paraná devem atingir R$ 1 bilhão, contra R$ 700 milhões na safra passada. "As perspectivas são as melhores para o ano que vem", acredita o secretário da Agricultura do Paraná, Valter Bianchini.

Em geral o crédito concedido pelo BB atende a 40% das necessidades da agricultura empresarial. O restante é financiado pelas cooperativas através da aquisição de insumos ou mesmo por bancos que atuam no mercado com taxas de juros acima de 12% ao ano. Assim, o produtor forma um mix de financiamentos com taxa de juros ao redor de 10% ao ano, o que é considerado alto pelo setor do agronegócio.

A euforia nas agências do BB contrasta com a cautela das cooperativas. O clima está adverso para a produção devido à seca provocada pelo fenômeno La Nina. Segundo a Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) o plantio do milho está atrasado um mês em muitas regiões por causa da estiagem. Muitos agricultores terão de optar pelo plantio de soja, cujos prazos agronômicos são mais flexíveis. Com isso, o esperado crescimento de 14% na produção paranaense para a próxima safra pode estar comprometido.

A primeira estimativa de safra paranaense aponta para a ocupação de 5,83 milhões de hectares de área, e produção de 21,6 milhões de toneladas, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink