Agricultor gaúcho planeja lavouras de soja
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Agronegócio

Agricultor gaúcho planeja lavouras de soja

Frustração da última safra não intimida homem do campo que já organiza a safra 2012/2013
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Frustração da última safra não intimida homem do campo que já organiza a safra 2012/2013
 
Os prejuízos deixados pela forte estiagem que praticamente liquidou lavouras de soja não estão intimidando o produtor rural. Sem muito tempo para lamentações, a movimentação em empresas e cooperativas agrícolas começa a criar corpo e os primeiros negócios pensando na safra 2012/2013 da oleaginosa. De acordo com o agrônomo da Cooperativa dos Agricultores de Chapada (Coagril), Rudinei Luiz Richter, a movimentação dos produtores em busca de reserva de sementes de soja é considerada boa pelo período. Segundo ele, informações de que a estiagem poderá acarretar em redução de oferta de sementes deixou os sojicultores preocupados.

“Muitos por precaução decidiram antecipar as reservas. Hoje em nossa cooperativa 30%, dos negócios estimados com sementes de soja, estão em andamento com as reservas”, disse o agrônomo. Ele tranqüiliza dizendo que não há no momento indicativo de que haverá falta do grão para plantio. “Claro que a estiagem que comprometeu a produção da soja tem reflexos futuros no setor, pois aqueles agricultores que fazem semente dentro das suas propriedades este ano não possuem o produto”, explica. Coloca que este fator vai aumentar a procura junto às sementeiras, pois ainda existem muitos sojicultores que produzem a própria semente. Conforme o agrônomo, o agricultor precisa analisar com maior profundidade se compensa trabalhar na produção independente dos grãos destinados ao plantio. “Hoje temos uma enorme quantidade de variedades de sementes no mercado. E têm mais elas são de excelente qualidade”, salienta Richter.
 
Para o agrônomo, a frustração da última safra não terá interferência na decisão na hora de plantar soja. “O que deverá acontecer é uma pequena redução nas áreas destinadas ao milho, o que vai significar um pequeno incremento no espaço a ser ocupado pela oleaginosa”, frisa. Justifica sua projeção tomando por base o comparativo que os produtores rurais fazem no custo de produção das duas atividades produtivas do verão, soja e milho. O agrônomo aponta que na formação de um hectare de soja com tecnologia média/alta o agricultor investe em custo operacional cerca de R$ 750,00. “Quem investir no milho vai gastar quase a mesma quantia de dinheiro em semente para plantar em um hectare de terra”, compara. Outro detalhe que leva o agrônomo a projetar aumento de área da soja são os produtores de milho esporádicos, aqueles que plantam pelo impulso do momento. Como houve frustração forte no milho estes produtores migram para a soja.

Com início de plantio indicado tecnicamente após o dia 20 de outubro existem algumas regras que devem ser adotadas pelos sojicultores. De acordo com Richter, uma medida simples, mas muito importante a se fazer um plantio escalonado e com ciclos diferenciados no desenvolvimento da planta. Pela indicação o ideal é plantar 60% das lavouras num primeiro momento com ciclo curto e 40% após utilizando um ciclo médio ou longo. O plantio tem indicação técnica até 25 de novembro, mas tem produtor que conclui suas lavouras de soja até o final do ano. No município o clima adverso foi responsável por produtividade este ano que variou de sete a 40 sacas por hectare. O município deve plantar acima de 35 mil hectares com soja este ano.

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