Agricultores da Baixada Fluminense recebem equipamentos e sementes para diversificar produção


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Agricultores da Baixada Fluminense recebem equipamentos e sementes para diversificar produção

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Cerca de 300 agricultores de três assentamentos rurais de Japeri, município da Baixada Fluminense, poderão, a partir deste ano, diversificar e aumentar a produção agrícola, com a chegada de tratores, roçadeiras, adubos, sementes, mudas de árvores frutíferas, além de filhotes de peixes.


O material foi cedido pelo Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj) e contou com o apoio técnico da prefeitura de Japeri. Também estão sendo construídos galinheiros para a criação de galinhas-caipiras.

A secretária de Meio Ambiente de Japeri, Michelle Oliveira, explicou que devido à falta de recursos, a maioria dos produtores da região dedica-se principalmente à monocultura da mandioca e da banana.

“Sem maquinário, por exemplo, eles [produtores] não tinham como diversificar a produção, pois só o aluguel de um hora de trator custa R$ 90, o que era inviável. Nós abordamos esse problema com o Iterj e agora há mais estímulo para buscar outras culturas”, explicou Michelle.

De acordo com a secretária, o município, de 96 mil habitantes, tem 70% de seu território rural e cerca de 600 produtores. Muitos, segundo ela, já contam com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), com profissionais que ensinam técnicas e dão apoio logístico. “Faltavam apenas as condições financeiras para investir em outras produções e com a nova parceria, esse problema foi resolvido”, acrescentou Michelle.


Os três assentamentos estaduais, vinculados ao Iterj, existem há mais de 25 anos: São Pedro (Jaceruba), Fazenda Normandia e Pedra Lisa.

O produtor rural Jânito Conceição de Souza trabalha no assentamento São Pedro (Jaceruba) com cerca de mais 30 produtores. Hoje, eles produzem em pequena escala aipim, quiabo, jiló e milho, principalmente. Os agricultores receberam trator, calcário e sementes de frutas e há previsão da chegada de adubo e galinhas.

“Nunca tivemos esse apoio. Agora pretendemos produzir mais, com um custo menor. E futuramente pretendemos mudar para plantações que durem mais, que após a primeira produção continuem rendendo”.

Jânito informou que o problema agora é a falta de um local para armazenar as máquinas e os adubos para que não estraguem com a chuva e o relento. “Vamos marcar uma reunião com a Secretaria de Meio Ambiente para ver a possibilidade de uma ajuda na construção de um galpão para guardar esses materiais”.


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