Agricultores familiares podem se proteger contra estiagem
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Agronegócio

Agricultores familiares podem se proteger contra estiagem

Entre as ações preventivas estão o manejo adequado do solo e o seguro rural
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Os agricultores familiares da região Centro-Sul do País (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul) poderão ser afetados pelo fenômeno climático La Niña na safra que está sendo plantada. “Estes agricultores podem tomar medidas preventivas que ajudam a evitar perdas contra a seca”. É o que orienta o coordenador-geral do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), José Carlos Zukowski. “Ainda não é possível prever a intensidade do próximo La Niña, mas há o risco de que o verão seja bem mais seco, afetando muito a agricultura”.

Ele explica que os estudos climáticos preveem para este ano agrícola a ocorrência do fenômeno La Niña, onde o resfriamento das águas do oceano Pacífico acaba desviando e concentrando as chuvas mais ao norte. No Centro-Sul do Brasil, como consequência do La Niña, ocorrem frentes frias com mais força, mas sua passagem é mais rápida que o normal, não acumulando muita chuva. O índice pluviométrico cai muito, principalmente nos meses de setembro a fevereiro, gerando períodos de estiagem. Além disso, o inverno tende a chegar antes e já em outono grandes quedas de temperatura poderão ser registradas.

Segundo o coordenador, entre as ações preventivas estão o manejo adequado do solo, de forma que possibilite maior retenção de água, principalmente o uso de cobertura vegetal morta (palhada). “O agricultor também pode optar por culturas ou variedades mais tolerantes à deficiência hídrica. É recomendável procurar a assistência técnica para receber essa orientação”, destaca Zukowski.

Além disso, Zukowski ressalta que é preciso se proteger por meio de um seguro rural. Para isso, o Seguro da Agricultura Familiar oferece duas modalidades de cobertura contra eventos climáticos: o SEAF Custeio e o SEAF Investimento. Este último, começou na atual safra (2010/2011) e oferece cobertura de renda para pagamento das prestações de operações de investimento do Pronaf.

SEAF Investimento

O SEAF Investimento foi criado para apoiar os investimentos na modernização e aumento da produção de alimentos na agricultura familiar e opera em conjunto com o SEAF Custeio. Ele garante até 100% da prestação de investimento, limitado à margem segurável na operação de custeio (95% da receita bruta esperada menos o valor já segurado no SEAF Custeio) e R$ 5.000,00 por agricultor/ano. A adesão ao Investimento é opcional e feita em operação de custeio agrícola do Pronaf de atividade que irá gerar renda para pagar o investimento.

SEAF Custeio

O SEAF Custeio garante 100% do valor financiado pelo Pronaf no custeio agrícola, mais uma parcela de renda calculada à base de 65% da receita líquida esperada, limitada a R$ 3.500,00 por agricultor/ano. A adesão é automática e o custo equivale a 2% do valor segurado, recolhido na liberação do crédito. Cobre eventos como chuva excessiva, geada, granizo, seca, variação excessiva de temperatura, ventos fortes, doença fúngica ou praga sem método de controle.

Atualmente, o SEAF cobre uma variedade de culturas que a cada ano vem sendo expandida, devendo chegar a mais de 40 culturas na safra 2010/2011. Somente no Rio Grande do Sul, são cobertas pelo SEAF 29 culturas: amendoim, ameixa, arroz, cana de açúcar, canola, cevada, eucalipto, feijão, gergelim, girassol, laranja, lima, limão, pomelo, toranja, maçã, mamona, mandioca, milheto, milho, nectarina, pera, pêssego, pinus, soja, sorgo, trigo, uva americana e uva europeia. Além disso, são cobertas todas as lavouras irrigadas.


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