Agricultura do Ceará é modelo no Timor Leste

Agronegócio

Agricultura do Ceará é modelo no Timor Leste

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O Timor Leste se reconstrói e escolhe o Ceará como referência no desenvolvimento das técnicas de agricultura

Juazeiro do Norte. Professores de escolas agrícolas e agrônomos do Timor Leste estarão ainda este ano no Brasil, para conhecer “in loco” técnicas agrícolas. Eles virão para o Cariri e Centro-Sul, de onde saíram professores para aplicar os conhecimentos teóricos nas áreas de agricultura e zootecnia. A vinda dos timorenses poderá ser programada para o mês do novembro, período em que o Brasil sedia o Fórum Mundial de Ensino Tecnológico, a ser realizado em Brasília.

Os módulos foram iniciados desde o ano passado, por meio de convênio entre a Agência Brasileira de Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o governo do Timor Leste. O Diário do Nordeste, em matéria publicada no último dia 27 de outubro do ano passado, relatou o primeiro contato dos docentes brasileiros, com os alunos e professores do Timor durante o primeiro módulo aplicado.

São homens e mulheres de um país que tem como língua oficial o português, mas que nove dias após ter conquistado a sua independência, teve sua liberdade atropelada pelos indonésios, em 27 de dezembro de 1975 até o ano de 1999.

Totalmente destruído, o país se reconstrói e escolheu o Brasil como referência no desenvolvimento das técnicas de agricultura. Nas salas de aula, os professores brasileiros e timorenses se esforçam para se fazerem entender. A principal referência de linguagem do país é o indonésio.

Uma agricultura bastante rudimentar. Esta é classificação do professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFECT), Antônio Nustenil de Lima, que está realizando as aulas naquele país juntamente com o docente Expedito Danúsio de Souza, da área de zootecnia.

O professor Nustenil, residente em Crato, irá ministrar o seu terceiro módulo no dia 11 deste mês. Este será o terceiro, de 120 horas cada.

Todas as informações com referência à agricultura desenvolvida no Brasil são de interesse dos timorenses, diz o professor Nustenil. Ele afirma que desde culturas regionais e a fruticultura estão sendo repassadas técnicas de cultivo, já que o país se reconstrói de um longo período de batalhas. O Timor Leste teve as suas estruturas produtivas destruídas. Um país eminentemente rural que vem se soerguendo. As plantas são praticamente as mesmas cultivadas no Brasil. O clima tropical favorece o desenvolvimento da mandioca, café, arroz, mas ainda com técnicas rudimentares.

O arroz irrigado é uma das formas de cultivo que estão sendo aplicadas aos profissionais da agricultura e docentes do Timor Leste. “Estamos conciliando a prática conservacionista, mantendo o potencial produtivo do solo”, explica Nustenil. Acrescenta também a importância de seguir uma mobilização mundial em prol do desenvolvimento sustentável, dentro dos princípios do socialmente justo, economicamente viável e ecologicamente correto. “Mostramos como todo o processo deve ser feito, se por acaso investirem nas queimadas, com certeza o farão sabendo dos resultados danosos ao meio ambiente”, diz.

O docente, com pós-doutorado em Engenharia Agrícola, destaca a boa técnica agrícola desenvolvida no Brasil, o que vem sendo motivo de admiração dos timorenses. “Eles vêem o Brasil com um potencial produtivo muito grande, tecnicamente”, afirma. A visita dos professores e agrônomos ao Brasil já faz parte do segundo momento das capacitações. Após dois momentos de contatos com os alunos timorenses, o professor Antônio Nustenil ressalta a importância desse trabalho, por ser um instrumento auxiliando no processo de reconstrução de uma nação.

Mais informações:
Instituto Federal de Educação e Tecnologia (IFECT), Professor Antônio Nustenil, Rua Mário Malzone, 430, Apto. 1702, Lagoa Seca, Juazeiro, (88) 3571.2289

ELIZÂNGELA SANTOS


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