AGRITECHNICA “Exportação não pode ser estratégia temporária”

ENTREVISTA

AGRITECHNICA “Exportação não pode ser estratégia temporária”

Entrevista com o coordenador de Exportação Industrial da Apex Brasil, Wagner Paes
Por: -Leonardo Gottems
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Entrevistamos com exclusividade na Agritechnica 2019 ao coordenador de Exportação Industrial da Apex Brasil, Wagner Paes. Juntamente com outras entidades, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos levou empresas brasileiras para fazer negócios e promover a indústria nacional no maior evento Agro do mundo. Confira:

Agrolink: Quais são os projetos que vocês estão trazendo para a Agritechnica?

Wagner Paes: Nós temos dois parceiros brasileiros, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores). E temos em conjunto dois projetos que nós estamos mostrando na Agritechnica: um é o de produtos acabados, de acessórios das máquinas, o “Brazil Machinery Solutions” (Hall 09). 

O outro é de autopeças do segmento agrícola, o “Brasil Auto Parts” (no Hall 18). Esta é a primeira participação desse segmento nesse pavilhão. Os dois pavilhões são ações constantes dos dois projetos, em parceria com cada uma dessas entidades.

Agrolink: Como que você analisa o momento da indústria brasileira com relação à exportação, em um contexto de Dólar alto e uma certa turbulência política mundial?

Wagner Paes: O Dólar alto obviamente ajuda na competitividade de preço de forma direta, mas não é o elemento principal para uma empresa que queira ser perene na exportação. Isso porque quando o Dólar baixa ela sai da exportação, e isso causa impactos no mercado externo, principalmente na questão da confiança e credibilidade da empresa. 

O mais importante é de que a empresa exportadora mantenha a venda internacional em seu plano estratégico, em sua vontade estratégica de estar nos mercados exteriores. Mesmo porque, com os altos e baixos que nós temos dentro no País e mundialmente, se a empresa mantém vários mercados na sua carteira, ela amortece essas variações de um lado ou de outro. Essa exportação, mais do que uma oportunidade momentânea de negócio por causa do Dólar alto, deve ser uma atividade perene dentro da empresa para ele trazer lucros de outros lugares.

Agrolink: É difícil exportar? Como a Apex atua?

Wagner Paes: Nossa missão é promover as exportações brasileiras. Exportar requer mais qualificação profissional, requer mais detalhes de logística, de documentação, de conhecer o cliente que está mais longe, é mais complexo. Então a gente ajuda em expor para o mundo as marcas brasileiras, seus produtos. Usando os elementos conhecidos do País, que é referência em agricultura, nós conseguimos fazer uma promoção bastante eficiente no exterior quanto a nossa inovação no campo. Nossa missão aqui é contar as boas notícias da indústria brasileira agrícola.


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