Agro de MT contribui para a produção sustentável do Brasil
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Imagem: Marcel Oliveira
MEIO AMBIENTE

Agro de MT contribui para a produção sustentável do Brasil

Conservação e recuperação do solo no sistema de plantio direto, evita a degradação dos solos
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A agricultura sustentável não é um conceito único, mas há indicadores que permitem, a nível global, defini-la como, por exemplo, a conservação e recuperação do solo no sistema de plantio direto, evitando a degradação dos solos. O uso eficiente de recursos, a conservação de vegetação nativa e recomposição de passivos – obrigações assumidas para proteger, recuperar ou preservar o meio ambiente – contribuem também.

A explicação é de Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroícone e especialista em negociações internacionais relacionadas a comércio internacional, meio ambiente e desenvolvimento sustentável no setor agropecuário e de energias renováveis. Ele fará palestra na Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis (MT), no dia 30 de março, às 15h.

“A agropecuária de Mato Grosso contribui de forma significativa para a produção sustentável. Capturar indicadores que permitam, cada vez mais, conectar os produtos a atributos ambientais e sociais é um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para fortalecer a agropecuária no estado. Pode-se dizer que o tema mais delicado do debate sobre produção sustentável é a questão do desmatamento”, afirma Rodrigo Lima.

Lima trará para debate com produtores rurais temas como mudanças climáticas e mercado de carbono e reforça que a produção que adota tecnologias e boas práticas tende a suportar melhor os impactos do aumento de temperatura e ainda permite reduzir a intensidade das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs).

“O produtor rural está intrinsecamente envolvido na agenda de mudanças do clima. A grande questão é desfazer o mito de que a produção brasileira é danosa por ter escala. A discussão global sobre agropecuária e mudanças do clima considera a importância de transformar os sistemas alimentares, enfrentando os impactos do aquecimento global para que seja possível alcançar a segurança alimentar global”, complementa o sócio-diretor da Agroícone.

De acordo com Rodrigo Lima, capturar dados sobre emissões e remoções de GEE nas práticas agrícolas é um desafio e, como país tropical, o Brasil precisa aprimorar o debate sobre esses dados.

“O plantio direto, a recuperação de pastagens e a integração de culturas agrícolas, com pecuária e, se possível, florestas, são práticas que permitem produzir mais com menos emissões. É essencial ter dados, evidências que ajudem o agro brasileiro a avançar no debate internacional, até para reforçar a imagem do setor”, avalia.

Com estas informações é que será possível pensar em projetos que gerem reduções de emissão como créditos de carbono. “Mas isso dependerá de como o mercado formal de carbono do Acordo de Paris vai funcionar, bem como da demanda do mercado voluntário. Tradicionalmente, as práticas agropecuárias não são grandes geradoras de crédito de carbono justamente pela dificuldade de mensurar as reduções de emissão e assegurar que as reduções serão mantidas”, explica Lima.

O Plano ABC+, aprovado pelo Ministério da Agricultura em 2021 como nova fase da política de agropecuária de baixa emissão de carbono, aprimorando o Plano ABC, pretende alcançar 72,6 milhões de hectares de áreas.

Além de estimular a regularização ambiental e o cumprimento do Código Florestal, o plano promove o ordenamento territorial e a preservação da biodiversidade na propriedade, na região e nas bacias hidrográficas. Também foram incluídas novas tecnologias, como bioinsumos e sistemas irrigados e a plantação de floresta. Isso deve impulsionar investimentos nos sistemas produtivos e estimular a produção sustentável.

“O ABC+ é uma estratégia do Brasil no Acordo de Paris, que agrega atributos sustentáveis ao agro brasileiro. O maior desafio é expandir nos estados e aperfeiçoar os programas que financiam as tecnologias do plano, além de conectar financiamento privado para o ABC+, afinal, representa uma sólida política alinhada com os objetivos de baixa emissão de carbono e adaptação”, finaliza.

A palestra de Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroícone, é oferecida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), patrocinadora da Parecis SuperAgro. A feira ocorre de 29 de março a 1º de abril no Parque de Exposição Odenir Ortolan, em Campo Novo do Parecis.


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