Agroconsult reduz safras de soja e milho do Brasil em 5,6 mi t
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Agronegócio

Agroconsult reduz safras de soja e milho do Brasil em 5,6 mi t

Safra de soja do Brasil foi estimada em 73,52 mi de t
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A seca que atingiu o Sul do Brasil em dezembro reduziu as safras de soja e milho na temporada 2011/12 em mais de 5 milhões de toneladas, sendo as lavouras do cereal as mais afetadas, informou nesta quinta-feira (12) a Agroconsult.

A safra de soja do Brasil, segundo produtor global da oleaginosa, foi estimada em 73,52 milhões de toneladas pela Agroconsult, contra 75,18 milhões de toneladas na previsão de dezembro.

Já a safra total de milho deverá somar cerca de 61 milhões de toneladas, ante aproximadamente 65 milhões de toneladas vistas em dezembro, por conta da redução na previsão da colheita de verão prejudicada pela estiagem.

"Voltamos a ter um padrão normal (para anos de La Niña), infelizmente em anos de La Niña é comum a gente ter esse tipo de comportamento do clima, de veranicos e até seca nas regiões ao Sul do Brasil", afirmou a jornalistas o diretor da Agroconsult, André Pessôa.


Os dados divulgados nesta quinta-feira foram levantados no campo pela Agroconsult antes da realização do Rally da Safra, expedição técnica que percorrerá 13 Estados produtores do Brasil a partir da semana que vem, com o objetivo de contabilizar o tamanho da safra nacional de milho e soja.

Por ora, a previsão para a safra de soja do país feita pela Agroconsult está ligeiramente abaixo daquela atualizada nesta quinta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), que apontou uma produção para o Brasil de 74 milhões de toneladas.


Apesar da redução nas estimativas, o Brasil ainda poderá ter a sua segunda maior safra de soja (73,5 milhões de toneladas), contra um recorde de pouco mais de 75 milhões de toneladas na temporada passada, e a sua maior colheita de milho (cerca de 61 milhões de toneladas), ante 57,5 milhões de toneladas de 2010/11, se o clima melhorar.

As grandes safras ocorreriam em função do crescimento nas áreas plantadas, para um recorde de 24,95 milhões de hectares no caso da soja. O plantio de milho também crescerá, especialmente no caso da primeira safra de milho, que recuperou terreno após reduções em anos anteriores, atingindo 8,4 milhões de hectares.


"A área plantada cresceu sim e ajuda a produzir uma safra (de soja) que é quase tão grande (quanto a anterior), apesar de termos perdido alguma soja no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná", disse Pessôa.

O plantio maior na temporada 11/12 ocorre após produtores obterem uma das melhores rentabilidades da história na safra passada, quando os preços estiveram em patamares relativamente altos e o Brasil colheu um recorde de soja apesar da ocorrência do La Niña, que atipicamente não trouxe perdas para o Sul.

A consultoria estimou a colheita de milho primeira safra em 36,5 milhões de toneladas, ante 40,3 milhões de toneladas em dezembro e contra 35,9 milhões de toneladas no ano anterior.

Segundo o analista, as perdas estimadas são praticamente irreversíveis. Mas se chover interrompe o processo de quebra de safra, frisou ele, lembrando que no Rio Grande do Sul, que planta mais tarde, a soja que está ameaçada ainda tem mais chance de se recuperar caso as precipitações ocorram.


Para os próximos dias, a Somar Meteorologia vê maiores volumes de chuvas no Sul em relação a escassez das últimas semanas, embora não sejam abundantes em algumas áreas.

SOJA RECORDE EM MT

Diferentemente dos Estados do Sul do Brasil, a previsão para a safra de soja de Mato Grosso, maior produtor brasileiro, foi elevada para um recorde de 22,34 milhões de toneladas, ante 22,16 milhões de toneladas em dezembro e contra 20,4 milhões na temporada passada.

O tempo no Centro-Oeste, principal região produtora da oleaginosa, está favorecendo o desenvolvimento das plantações, à exceção de algumas lavouras em Mato Grosso do Sul.

No Paraná (segundo produtor brasileiro de soja), a produção foi revista para baixo para 13,2 milhões de toneladas, ante 14,34 milhões de toneladas na projeção de dezembro e contra um recorde de 15,4 milhões de toneladas na safra passada.

No Rio Grande do Sul, terceiro Estado em soja do Brasil, a safra foi revista para 9,88 milhões de toneladas, contra 10,45 milhões em dezembro e ante 11,62 milhões de toneladas na temporada 2010/11.

No caso do milho da safra de verão, a seca reduziu a previsão do Rio Grande do Sul para 3,8 milhões de toneladas, contra 5,9 milhões de tonelada na previsão anterior.

No Paraná, a redução foi para 6,43 milhões de toneladas, ante 7,2 milhões de toneladas na previsão do mês passado. Santa Catarina também sofreu redução de 1 milhão de toneladas do cereal, para 3 milhões de toneladas.

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