Agrodefesa defende as indústrias de leite de Goiás

Agronegócio

Agrodefesa defende as indústrias de leite de Goiás

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária assegura que é de boa qualidade o leite consumido no Estado
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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) assegura que é de boa qualidade o leite consumido em Goiás, pois menos de 3% está fora do padrão, de acordo com resultados de análises feitas pelo órgão. Lembra, entretanto, que enquanto o período de validade do produto é de cinco dias, o de conclusão dos exames laboratoriais das amostras é de sete dias. Por isso, quando o órgão detecta algum problema na industrialização, o produto já foi todo consumido.

Segundo o gerente de Inspeção e Fiscalização da Agrodefesa, Eurípedes Amorim, no Brasil ainda não existe uma metodologia para reduzir o prazo de análise laboratorial. Por isso, a Agrodefesa tem feito inspeções preventivas das instalações e dos equipamentos das indústrias, bem como das condições de trabalho dos empregados. “Sempre que detectamos qualquer problema, a empresa é punida”, afirma. Ela pode receber multas que de R$ 200,00 a R$ 5.500,00; ser fechada preventivamente, por 2 a 15 dias; e ter seus produtos apreendidos e inutilizados.

Eurípedes Amorim admite que as denúncias do Procon-GO e do Sindicato dos Médicos Veterinários serviram de alerta para os órgãos de defesa sanitária. Por isso, a Agrodefesa já recolheu amostras de leite de todas as 57 indústrias que faz inspeção. O resultado dos exames será divulgado na próxima segunda-feira.

O presidente da Agrodefesa, Maurício do Vale Faria, se comprometeu ontem com a Procuradora da República em Goiás, Mariane de Mello Oliveira, a intensificar a fiscalização nos laticínios de Goiás, em especial naqueles que foram reprovados no teste. Em reunião ontem à tarde, o dirigente da Agrodefesa garantiu, também, que vai recadastrar os laticínios goianos para atualizar seus dados, visando facilitar a inspeção e fiscalização.

No período de junho a setembro último, a Agrodefesa realizou 4.282 análises físico-química do leite, das quais 139 tiveram resultado em desacordo com as normas, e 2.130 análises microbiológicas, em que 145 estavam fora do padrão, produzido por 57 laticínios goianos. Nesse período, o órgão aplicou 105 advertências e 16 multas, suspendeu as atividades de 17 indústrias, por período de 1 a 25 dias, e apreendeu e inutilizou produtos de duas indústrias.

Eurípedes Amorim não quis divulgar o nome das empresas que foram punidas. “Muitas vezes os problemas são solucionados na mesma hora e, portanto, não podemos sacrificar uma empresa”. Mesmo assim, adiantou que das 57 indústrias inspecionadas, desde junho, apenas o laticínio que produz a marca Big Leite, que já fechou suas portas, estava produzindo leite com adição de soda cáustica. Em julho, a empresa foi multada em R$ 5,5 mil.

A Agrodefesa tem a responsabilidade de inspecionar e fiscalizar 57 indústrias que produzem o leite pasteurizado (de saquinho), cerca de 54.760 litros/dia, 5,5% do total consumido no Estado. Elas recebem o selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e podem comercializar seus produtos apenas dentro do Estado. Cabe ao Ministério da Agricultura fiscalizar as indústrias que recebem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). A maioria delas produz leite UHT (caixinha), que pode ser comercializado dentro e fora do Estado.

O gerente de Inspeção e Fiscalização da Agrodefesa alerta que os comerciantes e os consumidores deve conservar o leite dentro das recomendações feitas pelas indústrias. No caso do leite de saquinho, ele tem de ser mantido a menos de oito graus centígrados e ser consumido dentro do prazo de validade. “Em temperaturas mais elevadas do que oito graus e fora do prazo de validade, há proliferação de bactérias”, alerta. Ele diz também que, em hipótese alguma, o produto deve ser congelado, pois essa medida quebra as gorduras e vitaminas do produto.

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