Agroexport embarca 4,5 mil vacas para Venezuela
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Agronegócio

Agroexport embarca 4,5 mil vacas para Venezuela

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A Agroexport Ltda., trading do setor de pecuária com sede em Uberaba, Minas Gerais, vai embarcar no dia 16, no porto de São Sebastião (SP), com destino à Venezuela, o primeiro de três lotes de um total de 4,5 mil vacas da raça girolando (cruzamento de gado holandês com zebuíno gir). As vacas serão usadas pelo governo venezuelano num programa de incentivo à produção leiteira junto aos sem-terra do país.

O valor do negócio da Agroexport é de US$ 4,5 milhões e representa 31% dos US$ 14,5 milhões que o País deverá exportar neste ano em sêmen, embriões e animais vivos zebuínos para melhoramento genético.

Acompanhando o "boom" da pecuária nacional, o segmento de material para melhoramento genético, incluindo animais vivos da espécie zebu, deverá registrar aumento de 750% nas exportações deste ano. A informação é de Gerson Simão, gerente da Brazilian Cattle Genetics, um consórcio de exportação formado por 16 empresas de pecuária, com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e da Agência de Apoio às Exportações (Apex). No ano passado, as exportações brasileiras de sêmen e animais vivos não passaram de US$ 1,7 milhão.

Segundo Simão, o Brasil deverá exportar neste ano 100 mil doses de sêmen (em relação a 58 mil em 2003), 2 mil embriões (zero no ano passado) e 14,5 mil animais zebuínos (em comparação com 2 mil em 2003). Os principais importadores são países da América Latina e África e os EUA.

"Além de aumentar as exportações, o Brasil diminui ano a ano as importações de material para melhoramento genético", diz o zootecnista Simão.

Segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), as vendas somadas de sêmen nacional e importado aumentaram 5,61% em 2003, para 7,5 milhões de doses. Mas, enquanto as vendas de sêmen nacional subiram 10,70%, para 5,7 milhões de doses, as de material importado declinaram 8,11%, para 1,8 milhão de doses. Quando considerada a evolução de 1999 a 2003, as vendas totais aumentaram 34,21%, com uma alta de 91,72% no material nacional e queda de 32,01% no importado, segundo a Asbia. Neste ano, as vendas de sêmen bovino deverão crescer entre 15% e 20%.

Apesar do crescimento nas vendas de sêmen e do avanço das técnicas de biotecnologia na pecuária brasileira, a Asbia estima que apenas 5% a 7% das fêmeas do plantel nacional de bovinos - mais de 180 milhões de cabeças - são inseminadas, indicador que, na Europa e EUA, se aproxima de 100%. A Asbia, que recentemente trocou sua sede da capital paulista para Uberaba, no Triângulo Mineiro, tem como meta dobrar a inseminação artificial nos próximos três anos.

"Grandes mudanças estão acontecendo", diz Maurício José de Lima, gerente de exportação da Lagoa da Serra Ltda., empresa de melhoramento genético com sede em Sertãozinho (SP). A empresa está presente na ExpoZebu 70 anos - a maior feira de zebu do mundo, que se realiza entre 29 de abril a 10 de maio, em Uberaba. Segundo ele, o avanço da biotecnologia no Brasil é irreversível e estimula as vendas externas de material de melhoramento genético.

"Temos softwares que definem o melhor cruzamento para a melhoria da raça, com o menor nível de consangüinidade e maior valor genético (ou DEP, sigla para diferença esperada na progênie)", afirma Lima. Segundo ele informou, as exportações da Lagoa da Serra deverão crescer de 50 mil doses de sêmen em 2003 para 120 mil doses ainda neste ano.

Segundo o gerente do Brazilian Cattle Genetics, o número de visitantes estrangeiros no estande do consórcio na ExpoZebu passava de 600 na última quinta-feira, em comparação com 221 visitantes no ano passado. A criação do consórcio estimula o comércio internacional, diz Simão. As participantes do Brazilian Cattle Genetics são: ABS Pecplan Ltda., Alta Genetics do Brasil Ltda., Agroexport Ltda., Brasif Pecuária S.A., Cenatte Embriões, Gencenter Ltda., Gertec Embriões, Sersia Brasil, Vitrogen Ltda., Lagoa da Serra, Central Bela Vista, Grupo Matsuda, Cauêmbryo, Ouro Fino e duas associações de criadores, a de gir leiteiro e a de tabapuã.


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