Agroindústrias: uma caminhada de dedicação e persistência que traz bons resultados

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Agroindústrias: uma caminhada de dedicação e persistência que traz bons resultados

Prazer de trabalhar com o que se gosta é o que leva muitas famílias a percorrerem o caminho de implantação e legalização de uma agroindústria
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Ninguém disse que seria fácil, mas a dedicação aliada ao prazer de trabalhar com o que se gosta é o que leva muitas famílias a percorrerem o caminho de implantação e legalização de uma agroindústria. Na região atendida pelo Escritório Regional de Porto Alegre já são 82 agroindústrias devidamente legalizadas e participando plenamente do mercado, posição alcançada com o apoio do Programa Estadual de Agroindústria Familiar Sabor Gaúcho, da Secretaria Estadual de Desenvolvimentos Rural Pesca e Cooperativismo (SDR), e executado pela Emater/RS-Ascar.

A família Pandolfo é um dos exemplos de que construir uma agroindústria requer não só cumprir uma jornada de planejamento e idealização de um projeto, mas o amadurecimento da família em investir nesse tipo de atividade. ?Desde criança, sempre ajudei meu pai no campo e, adulto, cheguei a montar uma empresa no ramo calçadista. Com um enfraquecimento dos negócios nesta área, meu pai me deu a oportunidade de ajudá-lo e eu voltei a trabalhar em família em 2014?, conta Luciano Pandolfo. 

O pai de Luciano, o agricultor familiar Adair Pandolfo, de Campo Bom, está há mais de 30 anos trabalhando com confinamento de gado para abate e sua família se tornou especialista na atividade. ?O pai trabalha com a criação das raças Angus e Hereford, que são melhores para corte. A gente tem um trabalho diferente e foi aí, com o chefe do escritório da Emater no município, Claudinei Baldissera, que decidimos fazer cortes diferenciados e vender para clientes que buscam um produto com mais qualidade. Foi aí que surgiu a ideia de montar uma agroindústria?, lembra Pandolfo.

Então eles começaram a planejar e idealizar o projeto da abertura de uma agroindústria de processamento e comércio de carnes há mais de seis anos. Baldissera acompanha a caminhada da família Pandolfo desde 1999 e auxiliou, entre outras coisas, na elaboração do projeto da agroindústria, acompanhou a execução, encaminhou a família para capacitação em centros de treinamento gerenciados pela Emater/RS-Ascar e para a venda de carne pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e estão inclusos no Programa Gestão Sustentável da Agricultura Familiar. ?Eu fui fazer o curso de gestão de agroindústria e boas práticas de fabricação. Até então eu não sabia nada e aí entrei de cabeça neste negócio?, avalia Luciano.

A agroindústria Famiglia Pandolfo Criação, Processamento & Comércio de Carnes foi inaugurada em 19 de setembro de 2016 com o intuito de fornecer carnes premium. Atualmente, eles abatem por semana de cinco a seis animais e vendem, em média, quatro mil quilos de carne por mês, distribuídos em 60 cortes diferentes que são ofertados aos consumidores. ?Como o pai diz, esta agroindústria é cria do Claudinei, se não fosse ele nós teríamos só a criação de gado?, esclarece Luciano.

Com a agroindústria, pai e filho se dividiram para somar: o pai cuida do campo e dentro da agroindústria é com o Luciano. ?Nós calculamos tudo junto, o que tem de gado no campo e quanto precisamos abater e fazemos um controle do que sai, todo o fluxo de caixa?, diz Luciano.

A ideia da família era a cada ano implementar uma novidade, por isto desde 2017 estão investindo para se adequar às regras do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), o que possibilitará vendas fora do município. O empreendedor tem como planos para o futuro expandir para o Vale dos Sinos e a grande Porto Alegre. ?Me sinto muito melhor trabalhando com meu pai do que quando estava no ramo calçadista. É diferente, eu me sinto livre, o trabalho é bom e temos uma equipe boa. Além disto, queremos montar uma loja na cidade em sistema de franquia. A inauguração está prevista para este ano?, salienta Luciano.

Baldissera está satisfeito, pois, segundo ele, são muitas pedras no meio do caminho, que dificultam quem quer empreender em agroindústria. Mas a persistência do agricultor e de sua família, aliada às ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social possibilitaram atingir o planejado 15 anos depois de previsto.

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