Alckmin ressalta potencial paulista para a produção de combustíveis renováveis em conferência da Datagro

Agronegócio

Alckmin ressalta potencial paulista para a produção de combustíveis renováveis em conferência da Datagro

Para especialista, avanço do etanol no Brasil depende do salto tecnológico e do aumento de produtividade
Por:
290 acessos

Para especialista, avanço do etanol no Brasil depende do salto tecnológico e do aumento de produtividade

O governador Geraldo Alckmin destacou, durante a abertura da 16ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada nesta segunda-feira, 17 de outubro de 2016, em São Paulo, as iniciativas do governo paulista de incentivo ao setor sucroalcooleiro e o potencial para o desenvolvimento de combustíveis renováveis.  

“Em São Paulo, retiramos o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do lastro do etanol hidratado e em ação com os Estados de Goiás e Paraná, reabrimos em janeiro um trecho da Hidrovia Tietê-Paraná, o que contribui na redução de custos logísticos para o setor. Ao retomar o crescimento, a demanda do segmento energético no País crescerá e o etanol será um grande caminho para proporcionar energia limpa e renovável. Por meio da utilização deste combustível, podemos preservar a saúde da população”, afirmou o governador, acompanhado no evento do secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.

O governador ressaltou ainda o desenvolvimento de novas cultivares de cana-de-açúcar pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Secretaria, que podem ser utilizadas tanto na alimentação como para a produção de etanol, atendendo às necessidades dos pequenos, médios e grandes produtores. “Também com o sistema de Mudas Pre-Brotadas (MPB), é possível ampliar a produtividade e reduzir os custos para os produtores”, afirmou.

De acordo com Arnaldo Jardim, o setor sucroalcooleiro, que vinha num momento de expansão, foi um dos que se antecipou à crise econômica brasileira, com o fechamento de 50 usinas. “Para que a retomada do setor não seja um alívio momentâneo, mas sim algo consistente, é necessário fazer a lição de casa, do ponto de vista do avanço da produtividade agrícola e de buscar uma conjuntura de logística mais afinada para que o etanol seja mais competitivo que a gasolina, aliado a políticas públicas eficientes”, afirmou.  

“O setor demonstra capacidade de se superar e, para isso, é preciso segurança e previsibilidade, o que o governo estadual tem buscado ao multiplicar o apoio à bioeletricidade, no desenvolvimento das cultivares para que possamos ultrapassar a rentabilidade média de 100 toneladas por hectare de cana-de-açúcar produzida; e, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o desenvolvimento do etanol de segunda geração”, explicou o titular da Pasta Estadual.

Para o presidente da Datagro Consultoria, Plinio Nastari, o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas aos combustíveis renováveis sinaliza o futuro. “Estamos no limiar do combustível sustentável. Hoje somente 25% da energia do combustível gera trabalho e movimento, o resto se dissipa em calor. Precisamos colocar o etanol na matriz de combustíveis”, observou o dirigente da consultoria, avaliando as novas oportunidades do segmento.

O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Aurélio Cesar Nogueira Amaral, que participou de um painel no evento, destacou o cenário favorável ao etanol. “O País tem um déficit para a gasolina, com a estimativa de que em 2030 seja necessário importar cerca de 410 mil barris por dia. A crescente importância da frota de veículos flex, que trazem um desafio de previsibilidade da demanda em relação ao preço, bem como a eficiência relativa e a disponibilidade de produtos são alguns dos fatores favoráveis ao crescimento do etanol no País, que é o segundo maior produtor biocombustíveis do mundo”, avaliou. Para o especialista, o avanço do etanol no Brasil depende, principalmente, do salto tecnológico e do aumento de produtividade. “Precisamos manter preços mais competitivos em relação à gasolina e promover melhorias na cadeia logística e na ação conjunta entre atores da cadeia e do governo”, finalizou o representante do ministério.

Também participaram do evento o governador de Goiás, Marconi Perillo; o  secretário-executivo e ministro-interino de Minas e Energia, Paulo Pedrosa; o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Setor Sucroenergético, Sergio Souza; o deputado estadual Itamar Borges; o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha; a diretora-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar 
(Unica), Elizabeth Farina; e o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), Eduardo Romão. A programação de painéis da 16ª Conferência da Datagro segue até o dia 18 de outubro em São Paulo.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink