Aldo Rebelo diz que proposta do Código Florestal ainda poderá ter ajustes

Agronegócio

Aldo Rebelo diz que proposta do Código Florestal ainda poderá ter ajustes

“Houve mais uma prova do vestido da noiva e demonstrou-se que precisa de mais um ajuste antes do casamento”
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O relator do projeto que modifica o Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse nessa terça-feira (03) que poderá alterar a proposta que apresentou na segunda-feira (02). “Houve mais uma prova do vestido da noiva e demonstrou-se que precisa de mais um ajuste antes do casamento”, afirmou Rebelo após participar de uma reunião no Palácio do Planalto.


“Vou analisar as ponderações e, na Câmara, encontro a forma mais adequada para que tanto o governo seja representado no relatório, como também a própria base do governo.”

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou, sem dar detalhes, que ainda há muitos pontos de divergência, como o item que trata da propriedade familiar. No relatório apresentado por Aldo Rebelo a agricultura familiar é definida apenas pelas propriedades com área até quatro módulos fiscais, no entanto, opositores do Código Florestal acreditam que isso poderia beneficiar, além dos pequenos produtores, os grandes agricultores.


Vaccarezza e Rebelo reuniuram-se com ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, representantes do Ministério do Meio Ambiente e da Casa Civil.

Os ministros Rossi, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florense, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira estiveram reunidos com as bancadas dos partidos em busca de convergência em torno da proposta de mudança do código. Depois da reunião fechada com a bancada do PT, Izabella disse que o relatório, “ainda guarda uma distância da proposta do governo”.


Segundo a ministra, a votação ainda depende de negociações. “Não há intenção de se adiar a votação. Estamos buscando convergência e manteremos esse espírito de convergência com o relator Aldo Rebelo”.

A Câmara dos Deputados analisou o regime de urgência para a votação do novo código. A decisão de votar a urgência foi tomada em reunião, no final da tarde, dos líderes partidários com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

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