Algodão: especialista em bicudo discute ações de combate a praga com produotres de MT

Agronegócio

Algodão: especialista em bicudo discute ações de combate a praga com produotres de MT

Para pesquisar, Brasil ainda não tem condições de erradicar a praga como fez os EUA
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A situação do bicudo-do-algodoeiro nos Núcleos Regionais Norte (Sorriso e região) e Centro Norte (Lucas do Rio Verde e região), em Mato Grosso, será o tema dos encontros do pesquisador Walter Jorge dos Santos com produtores e gerentes técnicos de produção esta semana. O imenso potencial de dano do bicudo à cotonicultura mato-grossense e o grande conhecimento do pesquisador aposentado do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

Em Sorriso, a reunião com Walter Jorge acontecerá no Hotel Odara, a partir de 19h nesta quinta-feira (07.08). Em Lucas do Rio Verde, o encontro acontecerá também no Hotel Odara, a partir de 9h de sexta-feira (08.08). Entre os assuntos a serem discutidos estão as medidas emergenciais de controle da praga e ações a serem realizadas no final da safra 2013/14 e na entressafra para combater o bicudo.  

Erradicado nos Estados Unidos, ao final de três décadas, o bicudo já dizimou lavouras de algodão do Paraná, São Paulo e de estados do Nordeste,  nos anos 1990, quando Mato Grosso ainda engatinhava na produção da pluma em alta escala. 

A forte pressão do bicudo em lavouras do estado, que responde por aproximadamente 50% da produção brasileira e das exportações de algodão em pluma,  obriga o cotonicultor a aumentar o número de aplicações, elevando seus custos de produção e colocando em risco a continuidade de seu negócio.

Na avaliação do pesquisador convidado, o Brasil não tem condições hoje de erradicar a praga como os EUA por razões climáticas e também devido a características do sistema produtivo adotado neste País. " Mas temos tecnologia para reduzir a população de bicudo a um nível que não cause prejuízo à cultura. Não é um trabalho simples, mas o produtor precisa vencer o bicudo realizando da forma mais perfeita possível as ações de final de safra e de entressafra, entre elas, a destruição dos restos culturais", conclui o especialista.

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