Alimentos e bebidas respondem por 75% da inflação
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Imagem: Pixabay
PREÇOS

Alimentos e bebidas respondem por 75% da inflação

“A taxa de inflação para as famílias de renda mais baixa foi de 1% no mês"
Por: -Leonardo Gottems

Desde março deste ano o comportamento dos preços dos alimentos no domicílio segue pressionando a inflação das classes mais pobres, de acordo com o que foi informado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em novembro, o grupo “alimentos e bebidas” foi responsável, sozinho, por 75% da inflação da classe de renda muito baixa, reflexo do aumento nos seguintes itens: arroz (6,3%), batata (29,7%), frango (5,2%), óleo de soja (9,2%) e carnes (6,5%).  

“A taxa de inflação para as famílias de renda mais baixa (cujo rendimento familiar mensal é menor do que R$ 1.650,50) foi de 1% no mês. A análise mostra que a única faixa de renda que registrou desaceleração inflacionária foi a das famílias de renda mais alta (com rendimento domiciliar superior a R$ 16.509,66), cuja variação de preços caiu de 0,82% em outubro para 0,63% em novembro. A alta observada foi no grupo “transportes”, com os reajustes dos transportes por aplicativo (7,7%), da gasolina (1,6%) e do etanol (9,2%) impactaram especialmente as famílias mais ricas”, comenta o Instituto, por meio de sua assessoria de imprensa.  

No acumulado de 2020, a desaceleração nos preços dos serviços beneficiou as famílias de maior poder aquisitivo, enquanto a alta nos alimentos seguiu pressionando o custo de vida dos mais pobres. “Sendo assim, nos 11 primeiros meses deste ano, a inflação das famílias de renda alta (1,7%) foi bem menor que a registrada pelas famílias de menor poder aquisitivo (4,6%). De janeiro a novembro, houve aumento em itens que pesam na cesta de consumo dos mais pobres: arroz (69,5%), feijão (40,8%), leite (25%), óleo de soja (94,1%), carnes (13,9%) e frango (14%). Enquanto isso, itens de maior peso para as famílias mais abastadas apresentaram deflações: passagem aérea (-35,3%), transporte por aplicativo (-16,8%), gasolina (-1,7%) e despesas com recreação (-1,1%)”, conclui. 


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