Alimentos puxaram inflação na Capital em março

Agronegócio

Alimentos puxaram inflação na Capital em março

O maior desembolso dos consumidores campo-grandenses, no mês passado, foi com a alimentação. Conforme o IPC/CG
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O maior desembolso dos consumidores campo-grandenses, no mês passado, foi com a alimentação. Conforme o IPC/CG, o grupo da alimentação, com variação de 2,41% no mês de março frente a fevereiro, foi o que mais colaborou para o avanço inflacionário em Campo Grande. O índice, divulgado hoje, é de 0,51%.


Entre os produtos alimentícios, a vilã da inflação de março é a manga, com alta de 43,01%. Também registraram avanços significativos os seguintes itens: queijo (40%), cheiro-verde (36,65%), pão de queijo (22,45%), repolho (14,94%) e tomate (14,91%). Alguns produtos apresentaram deflação. As principais quedas foram verificadas nos preços destes produtos: chuchu (-25,33%), mamão (-20,86%) e maçã (-14,95%).

O coordenador da Nepes Celso Correia de Souza explica que as altas e baixas dos preços dos produtos alimentícios resultam da sazonalidade e das condições climáticas. Produtos de fora de época, como a manga, tende a registrar aumento de preço.

A carne também ajudou a segurar um avanço ainda mais significativo do grupo alimentação. Conforme verificado no IPC/CG, vários cortes registraram queda de preço, entre os quais se destacam: contra-filé (-6,89%), alcatra (-6,43%), filé mignon (-5,79%) e patinho (-1,23%). Em relação à carne suína, a bisteca ficou 1,11% mais barata. Por outro lado, tiveram aumento os preços da costeleta (2,66%) e do pernil (1,76%). A carne de frango permaneceu praticamente estável.


Outros grupos

Além da alimentação, os grupos da habitação e das despesas pessoais apresentavam ligeira inflação de 0,27% e de 0,25% respectivamente. As variações negativas ocorreram nos grupos de vestuário (-1,60%), transportes (-0,69%), educação (-0,09%) e saúde (-0,06%).

A deflação acentuada do grupo de transportes resultou da queda no preço dos combustíveis. Quedas de preços ficaram por conta de álcool combustível (-2,85%), pneu (-1,79%), gasolina (-1,44%) e óleo diesel. Por outro ladro, registraram alta, neste grupo, os itens seguintes: mão de obra (1,34%) e automóvel novo (0,61%).


O cálculo do IPC/CG resulta da comparação da situação de consumo mensal de famílias com renda mensal de um a 40 salários mínimos. O índice é realizado pelo Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais), vinculado a Anhanguera/Uniderp, em convênio com a Fipe.

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