Agronegócio

Alpestre lança Selo de Origem Agroecológico

A iniciativa foi lançada na tarde desta quarta-feira (29/06), no Centro de Cultura de Alpestre, reunindo produtores e entidades envolvidas no projeto.
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Através da necessidade de estímulo à produção de alimentos agroecológicos, por meio da promoção da saúde dos produtores rurais e dos consumidores, e criando uma relação mais sustentável do ponto de vista econômico e ecológico nas comunidades rurais do município de Alpestre, surge o Selo de Origem Agroecológico Alpestre Agroeco. A iniciativa foi lançada na tarde desta quarta-feira (29/06), no Centro de Cultura de Alpestre, reunindo produtores e entidades envolvidas no projeto.

A criação do Selo de Origem Agroecológico é uma iniciativa de entidades do município de Alpestre, UniPermacultura, Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Secretaria Municipal da Agricultura, Movimento dos Atingidos por Barragens, Cooperativa Extremo Norte, Casa Familiar Rural e Estação Marcos Ninguém Permacultura. O objetivo do Selo é certificar os produtos a partir da sua referência geográfica, valorizando a forma ecológica de produção e manejo, e o processo ético que envolveu as relações de trabalho e comercialização entre todos os atores e agentes do processo.

O Selo Alpestre Agroeco pretende estimular as famílias de produtores rurais a entrarem nesse movimento de transição agroecológica. Segundo os coordenadores, o Selo de Origem Agroecológico não se preocupa somente com a qualidade e idoneidade do produto que será comercializado, mas também com a saúde dos agricultores e com o papel protagonista da mulher e dos jovens nos processos de decisão. Dessa forma, é focada a emancipação das famílias de produtores e dos indivíduos envolvidos nessas realidades agrícolas para, a partir disso, chegar a um produto de qualidade que será reflexo da qualidade de vida e das melhores condições no modelo de produção.

Os interessados em produzir com o Selo devem atentar a alguns critérios. Não é permitida a utilização de agrotóxicos, a exploração de mão de obra, casos de violência doméstica ou qualquer forma de descriminação, caça de animais silvestres, entre outras proibições. A partir desse modelo de produção, cabe ao produtor, o cumprimento da legislação ambiental vigente, formação de banco de sementes crioulas, manejo ecológico e conservação do solo, preservação da flora e fauna nativas, participação das atividades promovidas pelas entidades envolvidas na criação do selo, acompanhamento das visitas técnicas e cumprimento dos cronogramas estabelecidos, participação de mulheres e jovens nas tomadas de decisões.

A ideia inicial desse trabalho foi sistematizar uma forma de viabilizar os produtores interessados na produção orgânica, mas que não tinham possibilidade de acesso à certificação e aos mercados orgânicos tradicionais. Entre as vantagens para o produtor com cadastro no Selo, destacam-se o acompanhamento e orientação técnica gratuita em todas as etapas de produção, visitas técnicas periódicas, análise de solo e plantas periodicamente e permissão do uso do Selo em seus produtos para agregação de valor.

A Emater/RS-Ascar tornou-se parceria e incentivadora dessa ideia, uma vez que já trabalhava assistência técnica e extensão junto às famílias interessadas na produção agroecológica. Segundo a equipe da Emater/RS-Ascar de Alpestre, esse projeto foi uma soma de esforços, uma união das entidades que já trabalham com as famílias rurais e buscam levar o desenvolvimento sustentável às atividades do campo, gerando renda e qualidade de vida.

Na tarde de quarta-feira (29/06), além do lançamento do Selo, os produtores que participaram do evento puderam acompanhar uma palestra ministrada pelo professor e vice-reitor da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), Antonio Andrioli, sobre sustentabilidade e produção agroecológica. Entre as autoridades participantes do ato estavam o prefeito de Alpestre, Alfredo de Moura e Silva, o secretário Municipal da Agricultura, Jacson França, o gerente adjunto do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, Mario Coelho da Silva, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Valdemar Scalvi, o presidente da Cooperativa Extremo Norte, Wagner Rogério Bohn, entre outros.

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