Alta de preço interno do açúcar na Índia ameaça recuperação de exportações

Agronegócio

Alta de preço interno do açúcar na Índia ameaça recuperação de exportações

Usinas indianas têm exportado de forma agressiva açúcar para reduzir excedente
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Os preços do açúcar na Índia estão se firmando por temores quanto a restrições de oferta no curto prazo e demanda sazonal, mesmo quando os preços globais estão recuando, representando uma ameaça para a recente recuperação nas exportações do segundo maior produtor mundial do adoçante.


O aumento do imposto de importação de açúcar na Índia, a demanda ligada a festivais religiosos e um atraso esperado na moagem de cana em um importante Estado na produção ajudaram a empurrar os preços internos, levando a um prêmio de 70 dólares por tonelada sobre os preços internacionais, tornando mais lucrativo vender no mercado interno. Há um ano, o prêmio era de apenas 20 dólares por tonelada.

Exportações menores da Índia ajudariam a dar suporte no curto prazo para os preços globais de açúcar que atingiram uma baixa de sete meses na segunda-feira e permitiriam que tradicionais exportadores, como o Brasil e a Tailândia, tivessem oportunidade de se beneficiar mais do mercado.


Na semana passada, a Índia elevou a tarifa de importação sobre o adoçante a 25 por cento, contra 15 por cento anteriormente, para ajudar as usinas, que estão lutando com armazéns repletos devido a grandes colheitas dos últimos anos.

"O aumento da tarifa de importação isolou o mercado indiano de tendências globais de preços. Preços locais não cairão devido ao excedente global", disse Ashok Jain, presidente da Bombay Sugar Merchants Association.

A Índia celebra as festas religiosas de Dussehra e Diwali nos próximos dois meses, período em que a demanda e os preços do açúcar sobem.

Desde o início do ano comercial 2013/14 para o açúcar, em outubro do ano passado, as usinas indianas têm exportado de forma agressiva para reduzir o excedente de açúcar. A Índia geralmente produz açúcar branco, mas este ano também produziu açúcar bruto, especialmente para atender à demanda do crescimento da capacidade de refino na Ásia e na África.

As exportações tendem a crescer para 2,5 milhões de toneladas no ano atual que termina em 30 de setembro, em comparação com apenas 35 mil toneladas no ano anterior. Mas, em 2014/15 Índia deve enviar muito menos do que no ano atual, já que as usinas não estão interessadas na produção de açúcar bruto, disseram executivos do setor.
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