Alta nos preços do suíno vivo nos estados e queda nos insumos

Suínos

Alta nos preços do suíno vivo nos estados e queda nos insumos

Preços do suíno vivo estão em alta no mercado brasileiro, enquanto os principais componentes utilizados na ração estão em queda
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Em três dos estados produtores de suínos acompanhados pela Suinocultura Industrial houve alta nos preços do animal vivo nesta semana. Santa Catarina e Paraná – os dois maiores produtores do País –, foram os que registraram maior valorização. Os preços se assentaram no Rio Grande do Sul – o terceiro maior produtor –, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Em Santa Catarina, o preço do quilo do animal vendido vivo passou de R$ 3,93 na última semana para R$ 4,01 neste último levantamento, conforme os dados da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). Houve valorização, portanto, de 2,04%.

O animal comercializado vivo no Paraná custava R$ 4,05 na semana passada. Agora, o quilo passou para R$ 4,09, indica a Associação Paranaense de Suinocultores (APS). Com isso, houve alta de 0,99%.

O Distrito Federal acompanhado que registrou valorização para o suíno vivo de 0,48%. Ou seja, o quilo do animal vendido vivo passou de R$ 4,19 para R$ 4,21. Os dados são da DFSuin.

Em São Paulo, houve estabilização dos preços e o suíno vivo continua sendo cotado a R$ 4,53 o quilo. O mesmo ocorreu em Minas Gerais e Goiás. No Mato Grosso, o preço teve recuo de um centavo, passando a R$ 3,55. As informações são da Bolsa de Suínos dos estados.

Análise

Os preços do suíno vivo estão em alta no mercado brasileiro, enquanto os valores dos principais componentes utilizados na ração animal (milho e farelo de soja) estão em queda, de acordo com analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Esse cenário vem favorecendo o poder de compra de suinocultores em março, segundo os analistas. “O impulso aos valores do suíno no mercado independente está vindo da maior demanda e também da menor oferta de animais prontos para o abate”, apontam em nota.

Quanto ao mercado de cereais, segundo a Equipe de Grãos do Cepea, os preços do milho – que estavam em movimento de alta desde o início de novembro/18 – têm recuado em muitas regiões, pressionados pela retração compradora.

Com o avanço da colheita da safra verão e com o bom desenvolvimento da segunda temporada, a expectativa é de oferta elevada, o que tem feito com que demandantes se afastem do mercado, à espera de quedas mais intensas nos valores do cereal.


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