Alta tecnologia salva usina no Noroeste/PR

Agronegócio

Alta tecnologia salva usina no Noroeste/PR

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A realidade da usina Bonin, de Umuarama, mudou drasticamente de uma hora para a outra. De usina modelo quando o projeto surgiu há pouco mais de dois anos, o empreendimento passou a ser um pesadelo para trabalhadores e fornecedores que não recebiam os pagamentos até o começo do ano. Newton Bonin, o ex-proprietário, afirmava que a crise internacional prejudicou a conclusão da usina e o seu funcionamento, conforme o planejado. Por sorte, a usina foi construída usando tecnologia de última geração. Foi justamente isso que levou dois irmãos empresários de Araçatuba (SP) a comprá-la, há dois meses, deixando-a em condições de funcionamento para a primeira quinzena de deste mês. O valor da transação não foi divulgado.

A usina ganhou o nome de Costa Bioenergia e anunciou o corte de cana totalmente mecanizado. Mas os 1.200 empregos que seriam gerados com o corte manual serão mantidos e os operários terão outras funções na empresa. Uma delas é recolher a palha da cana para a queima nas caldeiras onde estará um dos principais produtos do empreendimento: a energia elétrica. Até 2012, a intenção é gerar 86 megawatts, o que, segundo a Copel, é suficiente para manter o abastecimento de uma cidade de 100 mil habitantes, justamente a população de Umuarama. A informação foi repassada por um dos sócios da usina, Valmir Costa, numa conversa com o prefeito da cidade, Moacir Silva, há alguns dias. Ele adiantou ainda que a usina vai usar em torno de 25 megawats e o excedente será comercializado.

De uma hora para a outra, a usina, que era motivo de protestos, passou a ser a esperança para quem busca um emprego. Na Agência do Trabalhador local, a fila pelo seguro-desemprego mudou para a fila do emprego. Mais de 500 vagas foram preenchidas nas últimas semanas.

A direção da usina evita entrevistas e os donos não querem aparecer em fotos. Alegam que estão ocupados e preocupação com sua segurança. Ao justificar a timidez dos donos, um dos diretores, Renato Ribeiro, informou apenas que os estudos dos irmãos Costa foram feitos há mais de dois anos e eles esperavam apenas o momento certo e a usina certa para investir. “Além da Bonin estar preparada para o projeto de alta tecnologia, tem boa localização e os empresários gostaram do aconchego da cidade de Umuarama.”

A usina corre contra o tempo, já que existem 11 mil hectares de cana passando da hora do corte, pois a plantação foi feita há mais de dois anos. A previsão é produzir 17 milhões de litros de álcool e 70 mil toneladas de açúcar até o fim do ano. Mas a meta é chegar a 40 mil hectares, quadruplicando a produção.


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