Altas temperaturas marcaram mês de março

AGROTEMPO

Altas temperaturas marcaram mês de março

Boletim do Sistema TempoCampo, produzido pela USP/Esalq
Por: -Leonardo Gottems
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“O mês de março foi marcado por altas temperaturas em todas as regiões do Brasil, principalmente no nordeste e centro-oeste. Porém, as temperaturas mínimas oscilaram dentro de padrões normalmente esperados para o mês de março no Brasil, o que explica os padrões relativamente normais de graus-dias acumulados em março”. As informações são do Boletim do Sistema TempoCampo, que é produzido pelos professores do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq).

No Mato Grosso (maior estado sojicultor do Brasil) os produtores estão finalizando a colheita da oleaginosa, com safra estimada muito próxima ou até superior a safra passada, mesmo havendo atraso no início da semeadura no ano passado. “Este atraso afetou cerca de 50% da área de milho safrinha cultivada fora da janela ideal, fazendo com que a cultura fique mais exposta as condições meteorológicas adversas no final de ciclo”, diz o boletim.

Já na região nordeste, aponta o Sistema TempoCampo, as lavouras de soja do Piauí e Maranhão foram beneficiadas pelas condições de tempo, que favoreceu o crescimento das lavouras de soja, mas vem trazendo preocupação por conta das chuvas recorrentes e do atraso na colheita alavancou a colheita de grãos.

“Nas áreas de pecuária do Rio Grande do Sul, a chuva ocorrida proporcionou a recuperação das pastagens de verão, além de desencadear a semeadura das pastagens de inverno nas áreas onde a soja já foi colhida. Além disso, apesar do bom volume de chuvas observado nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, aparentemente favorável aos canaviais, esconde um padrão irregular de chuva desde meados de janeiro, com efeito adverso em termos de produtividade”, comentam os especialistas.

“Já as chuvas nas regiões produtoras de Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e na região produtora do MATOPIBA aumentaram o nível de umidade do solo, garantindo melhores condições para o desenvolvimento do milho safrinha, algodão e feijão. Porém, apesar de atrapalhar as finalizações da colheita, a chuva, no geral, não está sendo prejudicial para a safra na maioria das regiões do país, visto que as produtividades observadas tendem a ser positivas”, conclui o Boletim.

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