Agronegócio

Ampa projeta plantio para safra 2007/08

Produtores de algodão buscam a permissão para comercialização da pluma de grão transgênico
Por: -Talita Ormond
10 acessos

A liberação da comercialização de transgênicos deve acontecer ainda neste ano, graças à aprovação do projeto pela Câmara dos Deputados que reduz o número de votos necessários para o plantio dentro da Comissao Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Ainda assim, a safra 06/07 não será contemplada com essas primeiras decisões. Dessa forma, com tempo escasso para planejamento e para empresas atenderem a uma eventual demanda de produtores por sementes geneticamente modificadas, a safra 07/08 apontará os benefícios e/ou malefícios proporcionados pela cultura das sementes geneticamente modificadas. As culturas que deverão ser mais afetadas no Estado, especialmente na Região Sul, serão a do algodão e a do milho.

Os produtores agrícolas do Estado estão otimistas quanto à redução do número mínimo de votos necessários na Comissao Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e acreditam que as próximas safras serão contempladas com as novas regras. O coordenador de Pesquisa em Biotecnologia da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), Álvaro Salles, explica que antes da redução do número mínimo, a aprovação de eventos de tecnologia eram praticamente inviáveis.

Salles avalia que a decisão, caso seja consolidada, avança nas possibilidades de aprovação do uso de sementes geneticamente modificadas, em diversas frentes de grãos.

O coordenador avalia a decisão importante para todo e qualquer evento de biotecnologia no Brasil com a finalidade de serem comercializados. Mesmo assim, a validade da aprovação da Câmara ainda não está consolidada, uma vez que o projeto ainda precisa ser liberado pelo Senado e sancionado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva. “Foi aprovado, mas não quer dizer que já está valendo”, afirmou.

O uso de transgênicos, segundo Salles, diminui o uso de agrotóxicos, conseqüentemente, a redução na emissão de gazes poluentes na atmosfera.

Salles ressaltou a busca dos produtores de algodão junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária na permissão da comercialização ao menos da pluma da produção apreendida no segundo semestre de 2006, apresentando modificações genéticas. “Assim os prejuízos seriam menos significativos”, disse.

Apesar da mudança satisfazer integrantes da CTNBio e do agronegócio, o Ministério do Meio Ambiente e as organizações não-governamentais, a exemplo do GreenPeace, já se mostraram sistematicamente contra a decisão.

Salles não se preocupa com possíveis ataques de entidades que são contra a liberação dos transgênicos, já que eles acreditam que não há estudos significativos que comprovem a idoneidade da qualidade dos alimentos. Segundo o coordenador, cada entidade tem o direito de defender suas idéias e ideais, mas que os representantes da classe produtora são favoráveis ao progresso dos estudos que permitam rentabilidade na produção agregada à qualidade.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink