Amplia o deságio à soja para o contrato de maio/10 em Chicago

Agronegócio

Amplia o deságio à soja para o contrato de maio/10 em Chicago

Os operadores vão agregando para 2010 a forte possibilidade de uma elevada safra na região sul-americana,
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Durante essa quarta-feira, o pregão da soja em Chicago seguiu a sessão noturna, fechando praticamente estável. O contrato de setembro de 2009 fechou a US$ 10,90/bushel (-0,09%) e o contrato de maio de 2010 a US$ 9,85/bushel (-0,30%). A oleaginosa acompanhou a mínima movimentação do mercado financeiro, onde impera a falta de grandes novidades. Tecnicamente, o mercado da soja em Chicago vai testando a resistência de US$ 11/bushel ao primeiro vencimento, resistência esta que ficou ainda mais aparente nas últimas semanas.

As baixas temperaturas nas regiões produtoras dos Estados Unidos (EUA) levaram o mercado externo a testar novamente esta resistência, mas não conseguindo superá-la mais uma vez. O mercado norte-americano também não conseguiu reverter o deságio de preços aos vencimentos seguintes. Ao contrário, o vencimento de maio de 2010 absorveu nessa quarta-feira um deságio de quase 10% sobre setembro de 2009, no maior nível dos últimos meses. Os operadores vão agregando para 2010 a forte possibilidade de uma elevada safra na região sul-americana, especialmente no Brasil.

As recentes e antecipadas chuvas em boa parte da região Centro-Sul do Brasil certamente colaboraram para o aumento do deságio entre os dois vencimentos em Chicago. Além disso, ressalta-se que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) melhorou bastante na última terça-feira (25) a qualificação das lavouras de soja nos Estados Unidos (EUA), além do fato de que as recentes previsões meteorológicas vão sinalizando temperaturas no país de volta ao normal neste próximo mês de setembro. No relatório desta semana, o USDA divulgou que 69% das lavouras norte-americanas de soja enquadram-se em condições de desenvolvimento entre “boas” a “excelentes”, contra 66% na semana anterior e 61% no ano passado neste mesmo período.

O início da colheita está próximo, com 85% das áreas na fase de emissão de vagens. No Brasil, não há dúvidas de que a soja substituirá novamente áreas de milho neste próximo plantio. Com um panorama muito favorável à produção nos dois países, o otimismo em relação aos preços domésticos continua bastante reduzido, até mesmo pela constante tendência de depreciação do dólar frente ao real.

Veja tabela de dados no site (http://www.faeg.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3545&Itemid=111 )

A análise de mercado da soja é realizada diariamente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).

Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Responsável técnico: Adriano Vendeth


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