Agronegócio

Análise semanal de mercado do milho

Comentários referentes ao período entre 04/10/2013 a 10/10/2013
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Comentários referentes ao período entre 04/10/2013 a 10/10/2013

Prof. Dr. Argemiro Luís Brum ¹
Prof. Ms. Emerson Juliano Lucca ²
Guilherme Gadonski de Lima ³

As cotações do milho em Chicago igualmente estabilizaram, fechando a quinta-feira (10.10) em US$ 4,38/bushel. Além do andamento da colheita de uma safra recorde, a falta de notícias oficiais pelos problemas de paralisação dos órgãos públicos nos EUA está atrapalhando fortemente o mercado. O mesmo está sem referências, ficando a mercê da especulação em torno de análises técnicas.

 
Nesse sentido, o relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para este dia 11/10, foi cancelado.
 
Assim, o mercado absorveu a informação do analista privado Informa Economics que elevou sua estimativa de produção de milho para os EUA, passando a mesma para extraordinárias 355 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 9.970 quilos/hectare.
 
A colheita pode ter atingido a 35% da área neste final de semana do 13/10, porém, sem informações concretas, pois as estatísticas públicas não estão saindo. Por sua vez, os traders estariam estimando um estoque de 49,3 milhões de toneladas que, se confirmado, traria a cotação do milho abaixo de US$ 4,00/bushel. (cf. Safras & Mercado)

 
Já na Argentina e no Paraguai a tonelada FOB fechou a semana em US$ 190,00 e US$ 125,00 respectivamente.
 
Paralelamente, no Brasil, os preços médios continuam recuando. O balcão gaúcho fechou a semana em R$ 22,96/saco, enquanto os lotes ficaram entre R$ 23,00 e R$ 24,00/saco. Nas demais praças nacionais, os lotes oscilaram entre R$ 8,50/saco em Sapezal e Campo Novo do Parecis, e R$ 25,00/saco em Videira (SC).
 
Na prática o mercado físico brasileiro segue pressionado para baixo devido a fortes ofertas procedentes do Centro-Oeste. Muitos contratos futuros em São Paulo estão se encaminhando para as mínimas históricas. Será a pressão da oferta no físico que definirá, até o final do ano, aonde tais preços se estabilizarão. (cf. Safras & Mercado)

 
No Mato Grosso, neste momento, já há dificuldades de liquidação dos Pepros com exportadores. Além disso, chuvas em toda a região produtora nacional (exceto no Rio Grande do Sul nestas últimas duas semanas) têm auxiliado no desenvolvimento do plantio da nova safra de verão.
 
Nesse contexto, analistas não descartam fortes baixas futuras nos preços do cereal! Aliás, há sinais de fixação maior em muitas localidades, assim como ofertas de milho em silos-bolsa em outras mostram que o mercado busca vender o que puder até o final do ano visando desovar produto para abrir espaço à nova safra de soja, a qual entra no mercado já a partir de janeiro no norte do país e do Centro-Oeste em particular. (cf. Safras & Mercado)

 
Enfim, os preços de importação, no CIF indústrias brasileiras, fecharam a semana com outubro valendo R$ 35,61/saco para o produto dos EUA e R$ 32,23 para o produto argentino. Já para novembro o produto da Argentina ficou em R$ 32,89/saco. Na exportação, o transferido via Paranaguá registrou os seguintes valores: R$ 23,49/saco para outubro; R$ 23,31 para novembro; R$ 23,10 para dezembro; R$ 22,79 para janeiro; R$ 22,68 para fevereiro; R$ 22,46 para março; R$ 22,50 para maio e R$ 23,36/saco para setembro/14.

¹ Professor do DACEC/UNIJUI, doutor em economia internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA.
² Professor, Economista, Mestre em Desenvolvimento, Analista e responsável técnico pelo Laboratório de Economia Aplicada e CEEMA vinculado ao DACEC/UNIJUÍ.
³ Estudante do Curso de Economia da UNIJUI – Bolsista PET-Economia.
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