Agronegócio

Análise semanal do mercado de milho

Comentários referentes ao período entre 26/09/2013 a 03/10/2013
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Comentários referentes ao período entre 26/09/2013 a 03/10/2013

Prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
Prof. Ms. Emerson Juliano Lucca²
Guilherme Gadonski de Lima³

As cotações do milho em Chicago igualmente recuaram nesta primeira semana de outubro, fechando a quinta-feira (03/10) em US$ 4,39/bushel, após US$ 4,56 uma semana antes. A média de setembro ficou em US$ 4,66/bushel, contra US$ 4,83 em agosto.

O bom andamento da colheita nos EUA (12% colhido até o dia 29/09), que vai confirmando uma safra cheia do cereal não permite, como se esperava, recuperação das cotações. Para consolidar tal sentimento o mercado aguarda o relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 11/10, porém, ameaçado pela paralisação dos órgãos públicos estadunidenses.


Colaborou igualmente para as baixas o relatório trimestral de estoques, posição 1º de setembro. O mesmo indicou estoques de milho em 20,9 milhões de toneladas enquanto o mercado esperava 17,5 milhões. 

Nesse contexto, o analista privado FC Stone divulgou nova projeção de colheita final, apontando agora que a safra estadunidense poderá atingir a 359,5 milhões de toneladas, contra 352 milhões indicados pelo USDA em seu relatório de setembro.

Assim, praticamente não há fatores altistas, no momento, para as cotações do milho em Chicago.

Na América do Sul, a tonelada FOB na Argentina recuou para US$ 185,00, enquanto no Paraguai a mesma se manteve em US$ 125,00.

Já no mercado brasileiro, o balcão gaúcho fechou a semana na média de R$ 23,19/saco, enquanto os lotes ficaram em R$ 24,35/saco no norte do Estado. Nas demais praças nacionais, a média oscilou entre R$ 8,00/saco em Sapezal (MT) e R$ 24,75/saco em Chapecó (SC).

No Mato Grosso, onde a oferta de milho safrinha é enorme, mesmo com os leilões de Pepro, o mercado permaneceu lento, com compradores e vendedores ausentes. A oferta de milho no mercado brasileiro ainda deve aumentar até o final do ano, na medida em que a safra recorde dos EUA começa a competir na exportação com a brasileira.


Assim, o mercado interno brasileiro está totalmente indefinido e com poucos negócios. O produtor capitalizado não quer vender a estes preços, enquanto o comprador está estocado e sem necessidade premente do produto, aguardando novas baixas. (cf. Safras & Mercado)

Enfim, na importação, o CIF indústria brasileira fechou setembro com o saco de milho oriundo dos EUA valendo R$ 35,54, enquanto o produto argentino ficou em R$ 31,61. Já para outubro, o produto argentino ficou em R$ 32,94/saco. Na exportação, o transferido via Paranaguá registrou os seguintes valores: R$ 23,02/saco para setembro; R$ 23,03 para outubro; R$ 22,89 para novembro; R$ 22,55 para dezembro; R$ 22,06 para janeiro; R$ 22,64 para fevereiro; R$ 22,49 para março e R$ 22,93/saco para maio.



¹ Professor do DACEC/UNIJUI, doutor em economia internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA.
² Professor, Economista, Mestre em Desenvolvimento, Analista e responsável técnico pelo Laboratório de Economia Aplicada e CEEMA vinculado ao DACEC/UNIJUÍ.
³ Estudante do Curso de Economia da UNIJUI – Bolsista PET-Economia.
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