Análise semanal do mercado do milho
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Agronegócio

Análise semanal do mercado do milho

Comentários referentes ao período entre 10/02/2012 a 16/02/2012
Por:
Comentários referentes ao período entre 10/02/2012 a 16/02/2012

Prof. Dr. Argemiro Luís Brum1
Emerson Juliano Lucca2
A cotação do milho em Chicago (primeiro mês) recuou um pouco nesta semana, saindo de US$ 6,37/bushel no dia 09/02 para US$ 6,27 no dia 15/02, recuperando-se no fechamento da quinta-feira (16) ao se estabelecer em US$ 6,36. Há um ano, nesta mesma data, o bushel de milho em Chicago era cotado, no primeiro mês, a US$ 6,90 e no último dia de 2011 o mesmo fechou em US$ 6,46.

Nota-se, portanto, que também aqui Chicago está mais fraco em relação ao ano passado. Isso se deve a uma safra importante no cenário mundial, com estoques mais robustos, embora a redução na produção dos EUA. Resta verificar agora os efeitos, nesse mercado, do recuo na produção esperada do Brasil e da Argentina devido a seca. Todavia, a tendência é que os mesmos sejam pequenos diante da expectativa mundial de produção e da tendência do futuro plantio nos EUA (dia 30/03 teremos o relatório de intenção de plantio dos produtores deste país).

Na Argentina e no Paraguai, onde a seca provoca estragos, os preços da tonelada FOB fecharam a semana em US$ 265,00 e US$ 200,00 respectivamente. Há expectativas de boas chuvas no centro da Argentina para o final de semana de carnaval.

Quanto ao Brasil o clima seco, que avança em direção ao norte do país, já causa preocupação sobre as lavouras da safrinha no oeste do Paraná e no sul no Mato Grosso do Sul.

Paralelamente, o governo federal deverá assinar medidas para favorecer a comercialização do cereal. Uma delas autorizaria a realização de leilões de VEP, para criadores e indústrias, visando baixar o custo de produção, num total de 500.000 toneladas. A outra permitiria a oferta de milho a balcão, baixando um pouco o preço do produto.
 
Além disso, para este dia 15/02 estavam previstos leilões de venda de estoques públicos por parte da Conab, com oferta de 59.080 toneladas, para produto depositado em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Nesse contexto, o preço médio do cereal no balcão gaúcho rondou os R$ 30,00/saco na semana, enquanto os lotes ficaram ao redor de R$ 27,65/saco na média semanal. Nesse caso, pressionados pela entrada da colheita que pode ser realizada. Nas demais praças do país, os lotes giraram entre R$ 22,35/saco em Lucas do Rio Verde (MT) e R$ 28,75/saco em Videira e Concórdia (SC).

Nota-se que a entrada da safra de verão não está provocando redução importante nos preços do cereal no país, já que a preocupação com as perdas pela seca se mantém e passa a existir uma incógnita quanto ao comportamento climático sobre as regiões da safrinha, que logo mais deverão receber a semeadura completa. Além disso, a demanda interna se mantém relativamente firme, apesar das dificuldades do setor avícola, enquanto a tendência para as exportações indica volumes importantes, salvo nova sobrevalorização do Real nos próximos meses.

Enfim, na importação, o CIF indústrias brasileiras registrou um valor de R$ 38,08 e R$ 34,81/saco respectivamente para o produto dos EUA e da Argentina, para o mês de fevereiro. Já para março, o produto argentino ficou cotado a R$ 34,92/saco. Na exportação, o transferido via Paranaguá, registrou os seguintes valores: R$ 26,82/saco para fevereiro; R$ 26,95 para março; R$ 26,92 para abril; R$ 26,98 para maio; R$ 26,53 para junho; R$ 25,74 para julho; R$ 25,72 para agosto; e R$ 25,80/saco para setembro. (cf. Safras & Mercado)

Abaixo segue o gráfico da variação de preços do milho no período de 20/01 a 16/02/2012.
 
 
1 Professor do DACEC/UNIJUI, doutor em economia internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA.
2 Economista, Analista e responsável técnico pelo Laboratório de Economia Aplicada e CEEMA vinculado ao DACEC/UNIJUÍ.

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