Anfavea quer apoio do governo para acordos internacionais


Agronegócio

Anfavea quer apoio do governo para acordos internacionais

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Em encontro nesta quarta-feira (12-02), em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, diretores da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pediram o apoio do governo federal para agilizar a assinatura de acordos internacionais destinados a aumentar ainda mais a exportação de carros, tendo como meta, já em 2003, ampliar as vendas para outros países em 20%. No ano passado, as vendas do setor atingiram US$ 40 bilhões.

O presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, considera fundamental a negociação desses acordos internacionais a fim de fazer com que a indústria automobilística, que emprega 90 mil pessoas, se dinamize, já que possui uma capacidade ociosa em torno de 44%. A perspectiva é direcionar as exportações de veículos brasileiros para os mercados da China, Índia, África do Sul, além de fortalecer as negociações entre o Mercosul e os países da União Européia e da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) com esse objetivo.

"Seria muito importante que o governo conseguisse num curto espaço de tempo fechar esses acordos", disse Carvalho, após o encontro com Lula, que contou com a presença do vice-presidente da República, José Alencar, dos ministros Antonio Palocci (Fazenda), José Dirceu (Casa Civil) e Jaques Wagner (Trabalho).

Ricardo Carvalho, que compareceu à audiência acompanhado de cerca de 20 diretores da entidade, disse que a conversa com Lula e os ministros "foi um diálogo muito oportuno para o segmento automotivo". Ele assinalou que foi abordada a questão da alta carga tributária que incide sobre o setor, mas manifestou ao presidente a compreensão do empresariado em relação ao problema.

"Fizemos esse comentário. Compreendemos perfeitamente o governo, especialmente no início de seu mandato. Nós temos a esperança de que essa carga tributária possa ser revista", disse, salientando que sabe que o combate à inflação é a prioridade do governo este ano. Ele credita ao setor automotivo parte do sucesso atingido pela balança comercial no ano passado, que contribuiu com 2.3% para o superávit alcançado, de US$ 13 bilhões.

No encontro, os diretores da Anfavea não fizeram nenhuma proposta específica ao presidente e aos ministros, e ficou decidido apenas que as negociações prosseguirão com os ministros da área - Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fazenda e Relações Exteriores. Mas sinalizaram o interesse de que, neste governo, como aconteceu no anterior, seja feito um acordo que estimule as vendas no mercado interno como aconteceu com a redução do IPI. "Foi uma experiência bem sucedida. Se apostou que elevaria a arrecadação, que de fato elevou", revelou o dirigente da Anfavea.

A questão do alto preço da matéria prima também foi tema da reunião. De acordo com Ricardo Carvalho, em 2002 o aço sofreu um aumento de aproximadamente 57%, o que penalizou toda a cadeia produtiva. A volta das câmaras sociais para reestruturar o setor automotivo foi outros assunto discutido e sua viabilidade serão abordada em outras reuniões com a equipe econômica.

De 1996 a 2002, segundo informou Ricardo Carvalho, foram investidos US$ 30 bilhões na capacitação tecnológica da indústria automobilística brasileira. Ele assinalou que o país não pode prescindir desse potencial.


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