Antecipação do vazio sanitário da soja é tema de reunião na Faeg

Agronegócio

Antecipação do vazio sanitário da soja é tema de reunião na Faeg

Produtores de grãos se reuniram na sede da Faeg para discutir uma possível antecipação do vazio sanitário da soja no estado.
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Nesta terça-feira (16), produtores de grãos dos quatro cantos de Goiás se reuniram na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), para discutir uma possível antecipação do vazio sanitário da soja no estado. O encontro aconteceu durante reunião da Comissão de Grãos, Fibras e Oleaginosas e Crédito Rural da entidade e destacou também, outros assuntos relacionados ao início do plantio da safra 2016/2017 e o combate da Ferrugem Asiática nas plantações.

Para o presidente da Faeg José Mário Schreiner, a antecipação do vazio sanitário é um assunto complexo e que necessita ser melhor discutido e analisado para que não prejudique os produtores e todos os demais segmentos envolvidos. “Precisamos discutir de forma mais profunda o assunto e trabalhar a questão de forma harmônica, com estudos dos benefícios e impactos que poderá trazer para os produtores e para o Estado. Nesse sentido, é temerário mudarmos as regras no meio do jogo, sem antes nos debruçarmos e acharmos a melhor solução para todos”.

As mudanças devem ser planejadas para 2017, já que há poucos dias começa o plantio. “Tralharemos também na criação de uma Instância Colegiada de Discussão de Natureza Consultiva, ou seja, na criação de um “Comitê de Biossegurança Vegetal”, para que assuntos como esses sejam discutidos com mais clareza e segurança”, destacou José Mário.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja de Goiás (Aprosoja Goiás), Bartolomeu Braz, também concordou com José Mário sobre os encaminhamentos quanto à antecipação do vazio da soja. “Precisamos achar um caminho que seja favorável para os produtores. Um dos fatores está nos estudos e na biotecnologia no combate as pragas nas lavouras”, disse.

Para o presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Artur Toledo, os danos que a Ferrugem Asiática traz as lavouras são inúmeros. “Precisamos avançar na ciência, tecnologia e pesquisas para não continuarmos perdendo para as pragas. Uma das estratégias está na discussão do vazio que hoje em Goiás é de 90 dias e também na mudança do calendário de plantio”, reforçou.

Presenças

Estiveram presentes na reunião, o presidente da Comissão de Grãos, Fibras e Oleaginosas da Faeg, Flávio Faedo; deputado federal, Heuler Cruvinel; Superintendente da Agricultura da SED, Antônio Flávio; representantes da Comiva, Conab, Agopa e produtores das principais regiões produtoras do estado.

 

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