Aprosmat também denuncia pirataria de soja no MT
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Agronegócio

Aprosmat também denuncia pirataria de soja no MT

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Pirataria e suspeita de cultivo de soja transgênica resultaram na denúncia feita no final do ano passado, pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), ao Ministério da Agricultura, para se apurar se agricultores que utilizam irrigação de pivô na região de Primavera do Leste e Campo Verde estariam cultivando lavouras transgênicas. Essa revelação, feita pelo presidente da Aprosmat, Edeon Vaz Ferreira, é parte de problema não está restrito a cultivares alterados geneticamente: inclui ainda a chamada "bolsa branca", - a semente de soja sem origem.

A denúncia da Aprosmat foi revelada com exclusividade pelo Diário na edição da quarta-feira (12). Ontem, em entrevista, Edeon reafirmou a denúncia e acrescentou a existência em Mato Grosso de soja pirateada mas não alterada geneticamente. Disse ainda, que nenhum sementeiro de sua associação está sob suspeita. "Todos são idôneos e a denúncia foi exatamente para protegê-los", observou.

A suspeita do cultivo de soja transgênica irrigada por cerca de 75 pivôs em Campo Verde e Primavera está sob investigação, conduzida pelo titular do Setor de Fiscalização e Fomento Vegetal da Delegacia Federal do Ministério da Agricultura em Mato Grosso, agrônomo Francisco Pinto de Alencar, o Chicão.

A denúncia chegou tarde ao ministério. Ela foi feita no final do ano, e a soja irrigada é colhida em setembro/outubro. Quando os fiscais foram às áreas não encontraram nem sinais de cultivo. A terra já estava preparada para outros plantios.

Uma fonte revelou que diligências estariam em curso inclusive com apoio de policiais federais na tentativa de se chegar às sementes colhidas. "A soja irrigada é para produção de semente, e essa safra (denunciada), se foi transgênica será encontrada em armazéns de fazendas ou até mesmo nas lavouras quando forem plantadas", acrescentou a mesma fonte.

A Aprosmat também tem indícios da entrada em Mato Grosso de semente de soja sem certificação produzida na Bahia e em outros estados. Sem rótulo, ela é vendida em sacos brancos, daí o nome "bolsa branca". Para Edeon, quem negocia com esse produto é "picareta", compromete a produção e produtividade, além de causar evasão fiscal.

Além da Aprosmat, a Fundação Mato Grosso também fala em soja transgênica em Mato Grosso. No ano passado, o diretor técnico da fundação, Dario Hiromoto, denunciou a existência de cinco mil hectares cultivados com soja geneticamente modificada no estado. Alguns sindicalistas rurais fazem côro com essas denúncias e sustentam que a soja transgênica é cultivada em vários municípios. O Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) não se pronuncia à respeito sob a alegação que a fiscalização nessa área é de competência do Ministério da Agricultura.


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