Aprosoja aponta saídas para conter aquecimento
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Agronegócio

Aprosoja aponta saídas para conter aquecimento

Uma das alternativas, na avaliação do presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, seria investir na área de bioenergia e reflorestamento
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Diante do preocupante cenário traçado pelo estudo da Embrapa e Unicamp/SP em relação à temperatura do planeta no futuro, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), vêm estudando saídas para minimizar os efeitos do aquecimento na agricultura mato-grossense nas próximas décadas.


Uma das alternativas, na avaliação do presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, seria investir na área de bioenergia e reflorestamento. “Temos de pensar em desenvolvimento sustentável, nunca em engessamento da nossa economia”, ponderou.

Ele admite ver “com apreensão” as previsões dos pesquisadores da Unicamp e Embrapa, mas lembra que hoje “todos estão cientes do seu papel e procuram trabalhar em sintonia com os preceitos ambientais, respeitando a reserva legal e promovendo o reflorestamento das áreas desmatadas e degradadas”.

O presidente da Aprosoja passou uma informação otimista para fazer o “contraponto” dos efeitos negativos do aquecimento global: a agricultura brasileira tende a ser uma das menos poluidoras do mundo por dispor de alternativas de energias renováveis. “Acredito que se houver um melhor planejamento, daremos uma contribuição fantástica para minimizar as ameaças do aquecimento”, salientou.


Biotecnologia - Na opinião do pesquisador da Embrapa Informática e coordenador do estudo, Eduardo Assad, o Brasil não poderá prescindir dos avanços proporcionados pela biotecnologia.

Segundo ele, a busca por plantas mais resistentes ao calor, por exemplo, será condição indispensável para que o país não tenha a sua produção agrícola comprometida. "Possivelmente, a nossa melhor alternativa estará nos organismos geneticamente modificados", diz ele.

A esta medida, acrescenta Silveira Pinto, professor do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, deverão ser somadas outras, como a substituição de culturas em determinadas regiões e a ampliação da irrigação.


“O cenário está traçado. Restam agora duas opções: enfrentar os desafios com competência ou encarar os possíveis reflexos do aquecimento do planeta como uma fatalidade”.

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