Área de Agricultura e Nutrição da Dupont aumenta faturamento

Agronegócio

Área de Agricultura e Nutrição da Dupont aumenta faturamento

No ano passado, a área de Agricultura e Nutrição foi responsável por 50% do faturamento obtido pela subsidiária
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No ano passado, a área de Agricultura e Nutrição foi responsável por 50% do faturamento obtido pela subsidiária, da ordem de US$ 850 milhões - 20% superior ao resultado de 2003. De acordo com o presidente para a América Latina da DuPont, Eduardo Wanick, o peso da divisão deve permanecer o mesmo neste ano, "com um leve incremento em relação aos demais negócios". O restante da receita de 2004 ficou assim dividida: Cor e Revestimento, 23%; Materiais de Alta Performance, 12%; Eletrônicos e Comunicação, 7% e Segurança e Proteção, 8%.

"É curioso verificar que, antes de nossa reestruturação global, que durou cerca de sete anos, nossa participação no mercado de agricultura e nutrição era praticamente nula", afirmou Charles Holliday, principal executivo da DuPont. Foi nesse período de profundas mudanças - que foram concluídas há poucos meses e que resultaram em redução de custos, aumento de competitividade e reagrupamento das subsidiárias - que a bicentenária companhia desenvolveu músculos para competir na biotecnologia, introduzir novos produtos em seu portfólio e decidir se desfazer de algumas áreas.

Soluções

No início do ano passado, a empresa vendeu a Invista - subsidiária que reunia os negócios têxteis, inclusive a produção de lycra - para a americana Koch Industries. "Passamos de uma empresa de produtos químicos e energia para uma provedora de soluções. Colocamos a ciência para trabalhar a nosso favor", afirmou o executivo. Tais mudanças já refletem nos resultados da companhia. As vendas mundiais subiram de US$ 26,9 bilhões, em 2003, para US$ 27,3 milhões no ano passado. O lucro saltou de US$ 973 milhões para US$ 1,78 bilhão. As dívidas caíram de US$ 7 bilhões para cerca de US$ 3 bilhões.

Vendas de outros ativos não deverão mais ocorrer, mas a empresa não descarta pequenas aquisições, "sobretudo em negócios complementares aos já existentes", disse. Para este ano, Holliday espera um "bom" desempenho mundial, mas admitiu que a alta dos preços mundiais do petróleo - um dos insumos para a área de químicos - é um fator de preocupação.

Na América Latina, a DuPont produz e/ou mantém disponíveis boa parte de seus 8 mil produtos e soluções. "A maioria dos nossos desenvolvimentos são feitos a partir de demandas de nossos clientes. Portanto, são raros os casos em que a empresa mantém pólos de exportação", explicou o presidente da empresa. "No caso das sementes, as pesquisas locais são voltadas exclusivamente para o Brasil, para ampliar a produtividade". O desenvolvimento leva em consideração fatores como clima e solo. Atualmente, a empresa tem unidades fabris em mais de 70 países. No Brasil, possui fábricas, laboratórios e joint-ventures nos estados de Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

De acordo com Eduardo Wanick, o Brasil está implantando um projeto que ajuda pequenos produtores a ter acesso às sementes produzidas pela DuPont e também a escoar sua produção. O sistema teve origem no México.


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