Área plantada de milho registra uma queda de 16% no Mato Grosso

Agronegócio

Área plantada de milho registra uma queda de 16% no Mato Grosso

Além disso, o plantio e a colheita tardios da soja também impossibilitaram ampliação de área
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Custos de produção elevado e recursos escassos para investimentos são alguns dos motivos que justifica a redução de cerca de 16% da área plantada do milho safrinha este ano no Mato Grosso. No ciclo anterior foram cultivados 809,4 mil hectares e nessa safra a previsão é de apenas R$ 680 mil hectares na segunda safra - 129 mil hectares menor.

De acordo com a superintendente do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), Rosimeire Cristina dos Santos, os fertilizantes e o frete estão muito caros, enquanto o preço no mercado não se equipara aos aumentos acumulados nos custos para o produtor.

Além disso, o plantio e a colheita tardios da soja também impossibilitaram ampliação de área. "Somente teremos o resultado mais completo da redução de área nessa quarta-feira (hoje), quando formaremos os números e apresentaremos", afirmou a superintendente.

No Brasil, o terceiro Levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) do governo federal estimou uma redução de área plantada na ordem de 2,9% e queda de 4,5% da produtividade no país. O rendimento caiu também nos estados do Rio Grande do Sul e da Bahia, em 36,3% e 11,2%.

Também está sendo prevista, pelos produtores brasileiros, uma redução de 7,6% na área a ser cultivada na segunda safra, em decorrência dos baixos preços do produto e atraso no plantio.

Comercialização:

As últimas informações da Bolsa de Chicago demonstram uma certa tendência de recuperação das cotações internacionais pelos problemas climáticos observados no Sul do Brasil e na Argentina.

Internamente, em Mato Grosso, os preços já estão em escala crescente. O milho já se tornou uma mercadoria escassa para a venda.

Segundo a corretora de mercado Adriana Aparecida Pastrelo, da Lucra Corretora, no norte a saca pode chegar a R$ 14 livre. Adriana afirma que na maioria das regiões já não há mercadoria disponível e naquelas que existe está muito alto o preço.

De acordo com a corretora, a tendência do mercado interno é continuar os preços em níveis elevados por falta do produto na praça. A possibilidade de diminuição da área ajudou a puxar o preço para cima. "Temos procura, mas poucas ofertas, as compras da safra velhas encerram em maio, depois começa a comercialização da nova produção", diz. Segundo ela, há produtor que plantava 600 hectares e está cultivando apenas 200, outros preferiram não plantar nessa safra.

Conab:

Levantamento extra da Conab para a safra brasileira de milho de 2004/05, divulgado ontem, mantém os mesmos números do relatório anterior (07/03) quando a produção foi estimada em 39,039 milhões de toneladas. A novidade, no entanto, fica por conta do detalhamento da perda de 10% na produção nacional do cereal.

Juntos, os estados de Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul acumulam perda de 3,16 milhões de toneladas, sendo que o Rio Grande Sul tem a maior perda, de 2,7 milhões de toneladas.

A produção de 39,039 milhões de toneladas representa um recuo de 7,5% se comparado ao volume total produzido em 2003/04, de 42,191 milhões de toneladas. No segundo levantamento (14/12/2004), a Conab previu uma produção nacional de milho em 2004/05 de 43,147 milhões de toneladas.

A área plantada com milho em 2004/05 segue mantida em 12,296 milhões de hectares, um recuo de 4,1% se comparado à área de 12,822 milhões de hectares cultivados na temporada 2003/04.

Para o milho primeira safra, a Conab mantém projeções de área cultivada em 2004/05 de 9,194 milhões de hectares, um recuo de 2,9% se comparado à área de 9,465 milhões de hectares da temporada 2003/04.


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