Argentina: abates de fêmeas em alta

Agronegócio

Argentina: abates de fêmeas em alta

A Argentina deverá encarar um grande ajuste produtivo nos próximos anos, o que poderá colocá-la como país importador de carne, fato que não ocorre desde 1890
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A Argentina deverá encarar um grande ajuste produtivo nos próximos anos, o que poderá colocá-la como país importador de carne, fato que não ocorre desde 1890.

De acordo com o Instituto de Estudos Econômicos da sociedade Rural Argentina, o país apresenta uma forte tendência à redução de produção. Há um ano e meio o abate de fêmeas está próximo dos 50%, o que compromete a produção futura de carne. A média histórica é de 40%.

A Argentina possui um rebanho de 54,76 milhões de cabeças, com produção de 3,15 milhões de toneladas equivalente carcaça. De acordo com a Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (Aacrea), entre 2007 e 2008 a produção caiu 2%.

Ainda, de acordo com a Federação Agrária Argentina (FAA), o rebanho do País deverá recuar para 47,9 milhões de cabeças em 2009, uma redução de 7,4 milhões em relação aos dados de 2008. Isso o faria voltar aos patamares da década de 60.

Além disso, com o avanço da safra de grãos no País, o gado está sendo deslocado para o norte e nordeste, com terras mais secas e de baixa produtividade. Uma região onde os custos são maiores e a rentabilidade é menor.

A seca que acabou com pastagens e plantações arremata o cenário extremamente adverso para a pecuária argentina.


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