Argentina identifica primeiro foco de ferrugem asiática

Agronegócio

Argentina identifica primeiro foco de ferrugem asiática

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Depois do Brasil e dos Estados Unidos, foi a vez de a Argentina identificar o aparecimento do primeiro foco do fungo da ferrugem asiática em suas lavouras de soja neste ano. Segundo o Serviço de Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação (Senasa), a doença foi localizada na região nordeste do país. Este é o primeiro aparecimento da doença confirmado pelo governo em 2004. A identificação da ferrugem surpreendeu os produtores, uma vez que eles ainda estão plantando as lavouras.

Segundo a Senasa, a ferrugem asiática surgiu nas culturas de soja em dez províncias argentinas no ano passado. Entretanto, não provocou grandes danos porque apareceu já no final do período de desenvolvimento das plantações.

"Isso confirma que o problema está mais crítico este ano. É diferente do ano passado, porque este surto foi descoberto na soja que é colhida no verão. Se não conseguirmos controlá-la devidamente, poderá se propagar para outras áreas", disse Daniel Ploper, especialista em controle fitossanitário e diretor de uma estação de pesquisa da província de Tucuman.

Segundo Ploper, a ferrugem pode ter ingressado em terras argentinas vinda do Paraguai ou do Brasil, onde a doença custou aos produtores brasileiros 4,7 milhões de toneladas de soja, que foram simplesmente perdidas para o fungo.

Apesar da constatação da ferrugem na província de Corrientes, os prejuízos ainda não podem ser estimados. Isso porque o desenvolvimento da doença está relacionado a determinadas condições. Ela exige temperaturas moderadas e cerca de seis horas diárias de umidade constante para alastrar-se e causar danos. Se a doença se alastrar, pode eliminar toda uma lavoura.

No Brasil e no Paraguai, a ferrugem foi identificada pela primeira vez em 2001. Na Argentina, o primeiro caso foi identificado um ano depois e apenas em 2003 chegou na Bolívia. Uruguai e Colômbia confirmaram a doença apenas esse ano.


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