Argentina quer fim de etiqueta de transgênico no Brasil


Agronegócio

Argentina quer fim de etiqueta de transgênico no Brasil

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A Argentina pedirá hoje (05-05) ao Brasil que suspenda a exigência de etiquetas de produtos que contenham mais de 1% de organismos geneticamente modificados (OGM). Se a medida for mantida, provocará um prejuízo de US$ 250 a US$ 600 milhões de dólares para os exportadores do setor agroalimentar argentino. O pedido foi levado à Brasília pelo vice-chanceler Martín Redrado, que viajou ontem à noite, e será discutido hoje com o secretário geral do Itamaraty, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.

Redrado aproveitará a reunião bilateral já agendada para explicar que o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinado na semana passada, "é motivo de preocupação do governo argentino", o qual soube da notícia através da imprensa, e lamentou não ter sido consultado sobre a decisão.

Embora os governos sejam outros, entre a Argentina e o Brasil a comunicação de medidas, que afetam aos interesses de um ou de outro, através da imprensa, tem sido uma prática muito comum, o que provoca mal estar entre as autoridades do país prejudicado. Pelas normas do Mercosul, qualquer medida que altere o comércio regional tem de ser antecipada aos países sócios.

O decreto sobre as etiquetas chegou a ser interpretado por alguns setores argentinos como uma represália por causa do veto do presidente Eduardo Duhalde à parte da venda da Pecom à Petrobras. Porém, essa suspeita foi descartada por funcionários da chancelaria argentina. As leis da Argentina permitem o cultivo de grãos modificados e quase toda a soja produzida no país é transgênica.


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