Argentinos querem que Brasil aprove trigo transgênico

POLÍTICA

Argentinos querem que Brasil aprove trigo transgênico

Legislação brasileira não permite a entrada do produto
Por: -Leonardo Gottems
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A empresa argentina Bioceres, desenvolvedora de trigo transgênico tolerante à seca, apresentará no próximo mês no Brasil um pedido para aprovar este evento biotecnológico para consumo humano e animal. O trigo transgênico, que de acordo com a empresa pode aumentar os rendimentos de 10% a 25% em condições de estresse hídrico, é aprovado na Argentina pelo Senasa e pela Comissão Nacional de Consultoria em Biotecnologia (Conabia). 

No entanto, não tem o aval da área de Mercados da Secretaria do Governo do Agronegócio por temer que o país perca mercados compradores, como o Brasil, o principal importador do trigo argentino. Neste contexto, a empresa fará uma apresentação com uma empresa produtora para possibilitar seu consumo. 

Há dois anos, a Bioceres iniciou "um processo de consulta" com a Comissão Técnica de Biossegurança (Cntbio), do Ministério da Ciência do Brasil, para obter autorização. Isso incluiu "a criação de um comitê de biossegurança e a expansão de um estudo de herdabilidade apresentado em 2018. A Bioceres apresentará seu pedido de aprovação do trigo HB4 para consumo humano e animal antes do Cntbio na janela de apresentação do mês de março. Esta apresentação será feita em conjunto com a TMG local, empresa formada pelos principais produtores agrícolas da região do Mato Grosso”. 

Em nota publicada no jornal La Nación, Rubens Barbosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Trigo (Abitrigo), havia alertado que o trigo transgênico argentino poderia ter problemas para entrar nesse mercado. "Não depende do setor privado, mas da legislação brasileira, que atualmente não permite nem a produção nem a importação de trigo transgênico. Qualquer carregamento de trigo transgênico de uma empresa argentina será objeto de análise pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança e, se houver mais de 1% desse produto, não entrará ", afirmou Barbosa. 


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