Arroz: preços caem próximos de 2% em julho

Agronegócio

Arroz: preços caem próximos de 2% em julho

Preços tiveram queda, mas tendência é de estabilidade
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É com uma queda superior a 1,9% que as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul chegam ao final do mês de julho. Segundo o indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa do último dia 27, a saca de 50 quilos do arroz em casca (58x10) foi cotada em R$ 35,82. A retração neste período foi de 1,9%. Comparada ao dia 27 de junho, a queda é ainda mais forte: 2,56% nos preços médios do cereal. Nesta semana, os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) deflagraram uma greve que retirou do ar o site do Cepea, que registra o indicador oficial de preços no RS, o que prejudicou a divulgação dos dados.

Mesmo com o vencimento de custeios, julho chegou ao final com o mercado praticamente andando de lado, com mínima tendência de desvalorização do cereal, por conta da queda-de-braço entre produtores e indústria. A demanda segue tímida, e a oferta bastante restrita. O varejo segue represando qualquer repasse de preços à indústria, que por sua vez só negocia em condições de vantagem para a compra ou mediante extrema necessidade. As importações aumentaram, especialmente fora do Rio Grande do Sul, Estado que incentiva a compra dos produtores locais com vantagens tributárias. Ainda assim, com relação à semana anterior, os preços médios do arroz em casca tiveram uma alta de cinco centavos por saca, mostrando tímida recuperação.

No mercado livre gaúcho, as cotações variam de R$ 34,50 a R$ 35,50 na maioria das praças. Em Santa Catarina, os patamares são similares. No Mato Grosso, a colheita acima da média das últimas temporadas elevou a pressão de oferta e estagnou os preços na faixa de R$ 31,00 em Sinop e Sorriso. Na região, a oferta do cereal aumentou em função da reforma de pastagens, que devem dar lugar à soja e milho em uma ou duas safras.

A boa notícia da semana fica por conta do anúncio de uma grande reforma no terminal da CESA, em Rio Grande, que ampliará em 9 mil toneladas a capacidade estática do armazém, e a agilização do processo de desembarque com a conclusão em 60 dias da instalação de um tombador mecânico. A outra grande notícia foi a criação de um terminal arrozeiro, que exigirá R$ 25 milhões de investimentos da CESA, Irga, Superintendência do Porto de Rio Grande e Terminais Privados, com capacidade de armazenar mais 60 mil toneladas de arroz e com a instalação de um shiploader, equipamento apto a carregar arroz nos navios em grande escala. Este equipamento permite embarcar arroz ensacado, o que ampliará a competitividade do Brasil para mercados de melhor remuneração internacional, como Irã, Iraque e alguns países da África. A previsão é de que o investimento ocorra somente em 2015, a partir da conclusão do terço final da reforma do cais do Novo Porto, em Rio Grande.

MÍNIMO e PLE

Esta semana lideranças catarinenses estiveram reunidas com o ministro Neri Geller, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para solicitar a atualização d preço mínimo do arroz no Sul do Brasil. O valor está congelado há cinco safras em R$ 25,80, cerca de R$ 10,00 abaixo do mercado e R$ 7,00 abaixo do custo de produção estimado pelo Irga. A expectativa é de que na próxima semana, em reunião do conselho competente, seja emitida uma posição formal a respeito. Os arrozeiros pedem a atualização do preço mínimo para R$ 29,00. Fontes ligadas à Conab informam que poderia chegar a, no máximo, R$ 27,00 por casca.

Por outro lado, também é esperado para os próximos dias o anúncio formal do Preço de Liberação de Estoques (PLE) por parte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este valor define por qual o preço a Companhia vai liberar seus estoques ao mercado. Atualmente a Conab tem pouco mais de 550 mil toneladas armazenadas, volume considerado “adequado”, pelos produtores.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre (RS), indica preços médios estáveis de R$ 35,50 para o arroz em casca (50kg/58x10) no Rio Grande do Sul e R$ 70,00 para o saco de 60 quilos, beneficiado (sem ICMS). O canjicão e a quirera, em sacos de 60 quilos (FOB) seguem cotados a R$ 38,00 e R$ 37,00, em média, respectivamente. O farelo de arroz se mantém em R$ 360,00 a tonelada (FOB/Arroio do Meio – RS).
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