Agronegócio

Associados da Coocam iniciam plantio de trigo

Técnicos e IBGE estimam que plantio do cereal deve permanecer em 7 mil hectares.
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Cereal que já teve seu tempo de glória, a cultura do trigo vinha safra após safra, registrando diminuição de área plantada na região de Campos Novos, porém, nesta safra de 2016, técnicos e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, projetam uma manutenção da área do ano passado.

Devem ser semeados nos campos da região, 7 mil hectares da cultura, a mesma da safra anterior. Com plantio recomendado de 20 de junho até o final de julho, na última semana de junho, alguns produtores associados da Coocam colocaram as máquinas nas lavouras e já iniciaram a semeadura do cereal.

De acordo com o Técnico em Agropecuária Silvio Zanon, da Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, os associados da empresa devem semear uma área de 1.500 hectares. Silvio destaca que o escalonamento de plantio é uma boa opção para este ano, em que o fenômeno climático La Niña deve atuar com mais intensidade na região sul do país.

“Nós sabemos que muitos produtores não plantam trigo devido a sua baixa valorização no mercado, porque não tem garantia de preço, mas essa cultura tem alguns fatores positivos como a rotação de culturas, otimização de máquinas agrícolas no inverno, que diminui a depreciação, é uma fonte de renda ao final do ano para o produtor e diversificar as atividades é importante. Sabemos que o La Niña deve atuar com mais intensidade neste ano e agora no plantio, estamos escalonando essa semeadura para que o produtor tenha garantias de colher bem, pois temos genética e potencial produtivo altíssimo na cultura, e as interferências do clima, como até geadas tardias, podem prejudicar a safra”, afirma Silvio.

Para o técnico da Coocam, o grande cuidado do produtor deve estar relacionado ao manejo das lavouras de trigo. “O trigo é responsivo ao manejo e é isso que deve ser levado em conta pelo produtor. O plantio de trigo faz muito bem na cultura subsequente como de feijão, porque exige um solo mais fértil e sem pisoteio. O produtor que não trabalha com pecuária tem que introduzir uma cultura de inverno e a que mais se destaca é a do trigo e por isso investir bem é necessária para produzir”.

No manejo, o tratamento de sementes é fundamental, pois no período de inverno, pragas atacam as lavouras e podem prejudicar a safra. “A história e os resultados mostraram sempre ao produtor e ao técnico que na cultura do trigo não se permitem testes ou erros. O investimento deve ser alto para produzir bastante, pois produção baixa não dá retorno. Já deve se iniciar com tratamento de sementes, para evitar ataque de pragas de solo, realizar adubação de base equilibrada, trabalhar com nitrogênio e fungicida. Nós sabemos que tudo isso gera custo, mas temos potencial de produzir bem, gerando um retorno bom ao produtor”, reforçou Silvio.

A sanidade do trigo é garantida com os tratamentos contra pragas e doenças e na Coocam, a recomendação é de que os olhos estejam sempre voltados à lavoura. Realizar tratamentos preventivos é sempre mais eficiente do que o curativo e por isso, há necessidade do apoio técnico.

A cultura do cereal de inverno, porém, seleciona os produtores, devido às exigências de solo e investimentos. Silvio Zanon ressalta que o produtor aventureiro tem somente uma desilusão com a cultura. “O trigo é para produtor consciente e que conhece suas áreas e o potencial da cultura. Esse produtor investe bem para ter retorno e planejando uma safra de soja ou feijão com alguns diferenciais já na semeadura, pois a palhada do trigo melhora a germinação dessas culturas de verão”.

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