Aurora amplia exportação para compensar queda de consumo no mercado interno

Agronegócio

Aurora amplia exportação para compensar queda de consumo no mercado interno

Os volumes embarcados foram de 166.134 toneladas de produtos cárneos
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Os volumes embarcados foram de 166.134 toneladas de produtos cárneos

A elevação dos custos de produção e a queda no consumo doméstico impulsionaram a Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro grupo brasileiro da indústria alimentícia da carne – a intensificar as operações no mercado externo.

No primeiro semestre deste ano, as exportações de carnes de aves e carnes suínas da Aurora cresceram 36,7% em receitas, atingindo 1 bilhão 137,7 milhões de reais, contra 831,8 milhões do mesmo período do ano passado, informa o presidente Mário Lanznaster. Os volumes embarcados foram de 166.134 toneladas de produtos cárneos o que equivale a uma média de 27.689 toneladas/mês.

Os produtos suínos incluíram pernil, paleta, lombo, carré, barriga, cartilagem e costela, tendo como principais mercados Hong Kong, Rússia, Angola, Américas, Cingapura, Eurásia, China e Estados Unidos. Os principais produtos de aves exportados foram perna inteira desossada, meio peito, asa, pés, coxa, moela, pele e cartilagem. Os maiores compradores foram Japão, China, Hong Kong, África do Sul, Rússia, Chile, Europa, Cingapura e Oriente Médio.

O gerente geral de exportação Dilvo Casagranda expõe que o expressivo crescimento das exportações da Aurora em 2016 está pautado na consolidação da unidade de suínos de Joaçaba (SC) como exportadora, assim como no direcionamento da produção da unidade de aves de Mandaguari (PR) para  o mercado externo. Além disso, foi otimizado o potencial exportador das demais plantas industriais.

Apesar da evolução, as margens são pequenas. As dificuldades enfrentadas em todo o primeiro semestre com o escoamento da produção no mercado doméstico, direcionou esforços de todos os exportadores brasileiros, gerando recordes de embarques, tanto em aves como em suínos. Esse imenso volume de oferta comprometeu preços e rentabilidade da agroindústria.

A variação cambial, que foi positiva para o exportador no ano de 2015, seguiu a rota contrária em 2016, com queda do dólar em relação ao real em mais de 20%. Não foi possível a recuperação de preços em dólar/tonelada embarcada por dois motivos: os mercados importadores limitaram-se aos volumes habituais de compra e a oferta abundante pressionou para baixo a formação de preços.

Casagranda mostra que é lenta e penosa a penetração da carne suína brasileira nos novos mercados do Japão e Estados Unidas em razão de tratar-se de um comércio consolidado por muitos anos de relações entre importadores e exportadores. “Será necessário tempo e persistência para o Brasil conquistar uma fatia nestes mercados”.

A China foi a grande surpresa, pois, devido a situação interna de produção, atuou como importante importador de carne suína no primeiro semestre. A expectativa é de que mantenha esse comportamento no segundo semestre. O setor também aguarda a abertura de Coréia do Sul e México, como resultado de intensas  tratativas diplomáticas e governamentais.

AVES

O primeiro semestre foi totalmente dedicado à busca de todas as possibilidades de negócios, a fim de escoar a grande produção brasileira de aves.

O mau desempenho exigiu a diminuição pontual da produção e a paralisação parcial e temporária de algumas indústrias – inclusive a Aurora – medida que trará impacto no segundo semestre. A estratégia é reduzir em 7% a produção de carne de aves, esperando equilibrar a oferta com a atual demanda.

“Como terceira empresa brasileira de exportação de carne suína e de aves, a Aurora também busca se adequar à realidade de mercado, aguardando que os custos de produção retornem a sua média histórica e o cenário econômico tenha melhoras efetivas, injetando ânimo, credibilidade emprego e renda para todos,” expõe o presidente Lanznaster.

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