AveSui 2013 encerra com sucesso de público e negócios
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Agronegócio

AveSui 2013 encerra com sucesso de público e negócios

17,8 mil visitantes e R$ 400 milhões em negócios
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A 12ª edição da Feira Latino-americana de Aves e Suínos, a Avesui 2013, terminou nesta quinta-feira (16) com o balanço de 17,8 mil visitantes durante os três dias de atividades e uma estimativa de R$ 400 milhões em negócios realizados. A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) participou do evento, que aconteceu no CentroSul, em Florianópolis, reuniu mais de 150 empresas nacionais e internacionais e centenas de produtos e serviços dos setores de aves e suínos. A feira provou que com inovação, tecnologia e conhecimento é possível reverter o momento de turbulência enfrentado pelo mercado no último ano e alcançar resultados positivos em 2013.  

 
Para o presidente da Acrismat, Paulo Lucion a presença no evento foi importante pela troca de informações, participação em palestras e conhecimento agregado. "A AveSui está consolidada no calendário oficial de eventos do agronegócio brasileiro. Alcança essa condição por trazer conhecimento, inovação, tecnologia e integração com todos os elos da cadeira produtiva", afirmou.
 
O diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues também conta que a Associação aproveitou o evento para buscar parcerias para o 1º Fórum de Suinocultores do Centro Oeste e palestras sobre a questão sanitária com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Conversamos a Embrapa e devemos trazer exemplos de sucesso da suinocultura no sul sobre questões sanitárias, ainda não temos uma data, mas irá acontecer”, pontuou.
 
Além dos estandes das empresas, uma das áreas mais visitadas durante a feira foi a Granja Modelo, uma espécie de showroom com o que tem de melhor e mais moderno no mercado para criação de aves e suínos. A presença chinesa no evento, à frente de 60 dos 150 estandes, assim como a de visitantes argentinos, chilenos, americanos, franceses, holandeses, entre outras nacionalidades, também foi destaque, mostrando que a Avesui já entrou no calendário internacional de eventos do setor. A participação de expositores internacionais na feira dobrou em comparação à edição anterior.

 
O Seminário Técnico-Científico, que incluiu paineis temáticos, como os de Biomassa, Logística e de Reciclagem Animal, também tiveram presença maciça dos visitantes, que vieram atrás de mais conhecimento e estudos na área. “A edição da AveSui deste ano consolidou ainda mais o evento no cenário mundial da avicultura e suinocultura, mostrando sua importância para os setores como multiplicadora de negócios, inovação e conhecimento”, avalia Andreia Gessulli, diretora da feira.
 
Segundo a diretora, as rodadas de negócios entre empresas brasileiras e estrangeiras também foram um ponto alto da feira, o que resultou em diversas parcerias e acordos de cooperação que podem movimentar o mercado nos próximos meses. “O evento cumpriu bem o seu papel, de colocar as pessoas no centro dos negócios”, afirma Andreia, que planeja novidades para a próxima edição da Avesui, novamente, em Florianópolis.
 
Genética e qualidade da ração
 
Na quinta-feira, nos últimos paineis da AveSui 2013, o destaque foi a experiência americana na evolução da produção e no desenvolvimento genético e os cuidados necessários para produzir uma ração de qualidade. No painel de avicultura, o gerente técnico da Agroceres Leandro Hackenhaar abordou a importância de estabelecer controles de qualidade na produção. “Se receber uma soja ou um milho de má qualidade tem que devolver. Não adianta compensar com aditivos depois”, afirma. Ele enfoca a necessidade e a importância da prevenção: “aplicar protocolos de biossegurança é sempre mais barato”.

 
No início do painel de suinocultura, a Birchwood Genetics, dos EUA, apresentou as tendências para o desenvolvimento genético, como a inseminção pós-cervical, a utilização cada vez menor de células e doses para cada aplicação e a preservação criogênica do sêmen. “Produzir suínos é uma ciência mas também é uma arte. Bem tratado, o animal melhora seu potencial produtivo e para isso é fundamental dar treinamentos para os funcionários. Nos EUA, a rotatividade caiu bastante, para 30% ao ano na linha de produção e a atividade está um pouco menos nas mãos de famílias e mais nas de grandes empresas”, explicou José Henrique Piva, diretor técnico da Agroceres PIC.
 
Nas últimas décadas, os Estados Unidos reduziram o número de matrizes (hoje em 45 milhões) mas ampliaram o volume de abates (60 milhões/ano), fruto das melhorias genéticas e da otimização da produção. “O mercado americano deixou de ser importador para ser exportador, atendendo hoje países como Japão, China e Coreia do Sul”, disse Piva.

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