Avião movido à álcool é destaque na Agrishow Cerrado

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Avião movido à álcool é destaque na Agrishow Cerrado

A Agrishow Cerrado foi escolhida para o lançamento do avião Ipanema, o primeiro do mundo movido a álcool
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A Agrishow Cerrado foi escolhida para o lançamento do avião Ipanema, o primeiro do mundo movido a álcool. Fabricado pela Neiva, uma subsidiária da Embraer, a aeronave tem capacidade para 950 litros no tanque para defensivos agrícolas e autonomia de vôo de três horas e meia. Fabricado em Botucatu, interior de São Paulo, o avião consumiu dois anos de pesquisa e US$ 1 milhão em investimentos.

A cada hora de vôo, o Ipanema consome 90 litros de álcool. Isso significa uma economia de R$ 100 mil a cada safra no custo combustível.

Pelos cálculos do gerente comercial da Neiva, Luiz Fabiano Zacarelli Cunha, uma aeronave que utiliza gasolina, consome 70 litros por hora de vôo. O preço: R$ 3,80 o litro.

No caso do álcool, o litro pode ser encontrado a R$ 1,10 nas usinas. A cada safra, uma aeronave costuma voar, em média, 600 horas. Aí está a diferença.

Fazendo as contas na ponta do lápis, o produtor gastaria R$ 159.6 mil por safra com gasolina. No caso do avião à álcool, o gasto fica em R$ 59,4 mil.

Além da economia no bolso, o avião oferece outras vantagens. O motor, ao queimar o álcool, ganha uma potência extra de 20 hps, o que representa maior velocidade durante a decolagem e o vôo. E o resultado é a cobertura de uma lavoura maior em menor tempo.

Outra vantagem, frisa Zancarelli é que o álcool é um combustível mais frio, a revisão do motor pode ser feita até com 2,2 mil horas/vôo, enquanto os motores a gasolina exigem uma revisão a cada 1,5 mil horas. O gerente lembra ainda que o álcool é um combustível mais limpo e ecologicamente correto.

O preço da aeronave a álcool é de R$ 700 mil, que podem ser financiados pelo FCO (Fundo do Centro-Oeste) ou Finame/BNDES. Até ontem três deles haviam sido vendidos durante a Agrishow Cerrado.

No ano passado, a Neiva vendeu, durante a mesma feira agrícola, 43 aeronaves.

Neste ano, os executivos da Neiva não acreditam repetir a performance. “O ano passado foi excepcional. Nos anos normais, vendemos de 50 a 70 aeronaves durante os 12 meses”, disse Luiz.

Oficialmente o Ipanema está no mercado brasileiro desde o dia 15 de março, quando a primeira unidade foi vendida para um produtor rural de Sorriso (MT), que recebeu a aeronave comprada durante a Agrishow Cerrado e na presença do governador do Estado, Blairo Maggi.


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