B7 deve ser anunciado até março
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Agronegócio

B7 deve ser anunciado até março

Novo marco regulatório prevê a capacidade de produção ociosa
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Novo marco regulatório do setor está sendo tratado pela Frente Parlamentar do Biodiesel, tendo em vista a capacidade de produção ociosa
 
A possibilidade de expansão da produção de biodiesel em 50%, já que a capacidade instalada não vem sendo utilizada em função da necessidade de ampliação do consumo foi reivindicada nesta quinta-feira pelo presidente da frente parlamentar do Biodiesel e diretoria da Aprobio (Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil), no Rio de Janeiro. Na agenda incluiu a solicitação junto à ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que deverá fazer o anúncio do B7 até março.

O presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, deputado federal Jerônimo Goergen, explica que havia uma meta para ser atingida em 2013 de misturar 5% de biodiesel no diesel – meta que foi alcançada em 2010. Isso acabou gerando uma capacidade de produção ociosa, em função do não aumento da demanda. “Então estamos agora em uma fase de montar um novo marco regulatório. Tratamos da ampliação do consumo nessa quarta-feira e há um compromisso da ministra Gleisi em fazer o anúncio do novo marco regulatório para o setor até o mês de março”, explica. O se busca é um aumento imediato de mistura de 7%, o B7, chegando em 2012 a 10% e, em 2020 em 20%.

“Nesta quinta-feira estivemos no Rio de Janeiro fazendo importantes visitas, como à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Sindicom, Fecombustíveis e Petrobras com a finalidade de compartilhar as intenções da criação do novo marco regulatório, buscar apoio e ouvir as contribuições, pois almejamos que todos os envolvidos na área estejam contemplados”, destaca o diretor-presidente da BSBIOS e presidente da Aprobio, Erasmo Carlos Battistella.

O deputado federal Jerônimo Goergen destaca que são vários os benefícios dessa mistura, desde os ganhos que o produtor tem, pois agrega valor, da mesma forma para a indústria, o ganho ambiental, sendo um combustível ambientalmente correto, geração de emprego para a indústria. “É um ganho econômico, social e ecológico”, acrescenta.
“Neste momento estamos retomando os trabalhos que realizamos ao longo de 2011, no sentido de mobilizar o governo e o setor para que tenhamos um novo marco regulatório, o que é imprescindível para o país. Desejamos a entrada em vigor do B7 ainda em 2012, o que é possível e necessário, pois há a disposição indústria, matéria-prima e mercado para tanto”, ressalta o presidente da Aprobio.

Hoje, o país produz em torno de 2 milhões de litros de biodiesel/ano e, a capacidade instaladas é de aproximadamente 6 milhões de litros. A produção não é maior por não haver consumo. Porém, o presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel diz que o Brasil tem condições de diminuir a importação de diesel, caso haja esse aumento de mistura.

Entre os objetivos da Frente Parlamentar é a criação de mecanismos de exportação de biodiesel, mas se não houver uma estratégia do governo para isso, as indústrias não tem como fazer-lo sozinhas. “Nossa meta é buscar competitividade para o setor, a redução tributária, temos que discutir a questão de logística. Mas o ponto mais imediato é a ampliação para o B7, já que isso vai aquecer o setor. É um mercado insipiente, com potencial avançado”, destaca.

Maior produtor nacional
O Rio Grande do Sul é o estado maior produtor do país de biodiesel, sendo responsável por mais de 50% da produção. “Temos potencial para evoluir e a Frente Parlamentar do Biodiesel é uma das maiores do Congresso Nacional. Já demos o passo mais importante, que era a criação da Frente e o início das articulações que estão em etapa conclusiva para que haja o aumento dessa mistura e, consequentemente, uma ampliação da renda do produtor”, acrescenta Goergen.

Passo Fundo é importante dentro deste cenário nacional de produção de biodiesel, através da BSBIOS, consumindo 10% da produção de soja do Estado, sendo 30% da matéria-prima proveniente da agricultura familiar. A unidade local é responsável por 160 milhões de litros de biodiesel/ano e unidade de Marialva 127 milhões de litros de biodiesel/ano. A principal matéria-prima processada é a soja, com 2500 ton/dia, sendo 850.000 ton/ano.

Desde 1º de julho de 2011 a BSBIOS Passo Fundo e a Petrobras Biocombustível são sócias paritárias da unidade, com gestão compartilhada. A BSBIOS ocupa a posição 676º entre as maiores empresas do Brasil segundo o ranking das Maiores e Melhores da Revista Exame. No ano passado, seu faturamento, considerando todas unidades, foi de R$ 1 bilhão.

No ano passado, a indústria concluiu a vertizalicação da produção de biodiesel, com a entrada em funcionamento da Unidade de Processamento de Grãos, que produz 158,4 mil toneladas de óleo degomado, que é utilizado para a produção de biodiesel e 660 mil toneladas de farelo de soja, matéria-prima para a ração animal. Ela tambem possui dois silos para armazenagem de grãos com capacidade total de 120 mil toneladas e um silo para farelo de 62 mil ton.
 

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