Bactérias diminuem uso de nitrogenados

DESCOBERTA BRASILEIRA

Bactérias diminuem uso de nitrogenados

"Com toda a certeza os novos inoculantes comercializados terão excelente aceitação pelos agricultores"
Por: -Leonardo Gottems
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Novas bactérias desenvolvidas por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII), são capazes de diminuir o uso de fertilizantes nitrogenados nas culturas de milho, trigo, arroz e cana de açúcar, além de aumentar a produtividade. Isso porque as estirpes HM053, HM210 e HI1 são derivadas da bactéria fixadora de nitrogênio Azospirillum brasilense. 

O primeiro passo foi dado pela UFPR promovendo a criação dos microrganismos, que agora serão testados em eficiência agronômica pela ANPII, para posterior formulação e produção de inoculantes pelas empresas associadas. De acordo com o presidente da ANPII, José Roberto Pereira de Castro, ao todo, o trabalho envolverá nove empresas associadas de forma inédita no País. 

Além disso, ele ressalta que a tecnologia traz inúmeros benefícios ambientais, podendo também gerar um resultado econômico positivo para os agricultores.  “Com toda a certeza os novos inoculantes comercializados terão excelente aceitação pelos agricultores, pela gama de vantagens que apresentarão”, comenta. 

Nesse cenário, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, diz que o acordo é um exemplo de como a universidade pública é fundamental no desenvolvimento do país. “As universidades públicas, particularmente as federais, são protagonistas na criação e transferência de novas tecnologias para a sociedade”, afirma. 

Fábio de Oliveira Pedrosa, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Fixação Biológica de Nitrogênio, indicou que existe uma grande expectativa na nova criação. “As estirpes serão utilizadas na agricultura para benefício não só do produtor de inoculante, como também do agricultor, que terá maior produtividade, proteção contra a seca e doenças das plantas”, conclui.

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