Bahia e China avançam nas negociações do setor agropecuário
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Agronegócio

Bahia e China avançam nas negociações do setor agropecuário

O segundo maior produtor de algodão do Brasil poderá firmar parceria “Joint Venture” com uma grande indústria têxtil
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Uma delegação formada por 23 empresários e oito representantes do governo chinês, liderada pelo vice-governador da Província de Shandong, Cai Limin, está na capital baiana para conhecer oportunidades de investimento em setores promissores como o de agroindustrialização, mineração, infraestrutura, construção civil, tecnologia da informação, comércio, fármacos, energia e setor automobilístico. A vinda do grupo chinês à Bahia marca as comemorações dos 13 anos de irmandade entre o estado e a província, e reflete as missões que o governador Jaques Wagner, acompanhado dos secretários da Agricultura, Eduardo Salles, de Relações Internacionais, Fernando Schmidt, Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, e comitiva realizam todos os anos à República Popular da China.


Os louros dessa duradoura relação comercial foram colhidos nesta sexta-feira (13), na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador, durante rodadas de negócios entre empresários chineses e baianos. O segundo maior produtor de algodão do Brasil poderá firmar parceria “Joint Venture” com uma grande indústria têxtil da China. De acordo com o superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz, a empresa The Administrative Committee of Jining National High & New Industrial Development Zone demonstrou interesse em estabelecer contato com uma grande liderança e produtor de algodão do oeste baiano, Ademar Marçal.

O vice-governador de Shandong afirmou que a palavra de ordem é ampliar as ações para o estreitamento comercial entre os dois estados, abrindo espaço para negócios em diversos setores, especialmente para as culturas do algodão, soja, frutas e frutos do mar. “Possuímos interesses em comum, ambos estamos em franco crescimento, e queremos trabalhar coletivamente, buscando o fortalecimento tanto da China quanto do Brasil. Por conta de tantas semelhanças, a cooperação entre nossos estados é extremamente relevante e temos certeza que o ambiente é de boas oportunidades de negócio”.


“As missões do governo baiano e a instalação de um escritório permanente em Pequim, que atua também no sentido de atrair investimentos para a Copa, ampliaram as possibilidades de negócio, tornando do Estado o principal destino de empresas chinesas interessadas no mercado brasileiro. A Bahia é o maior receptor de investimentos do gigante asiático. Essa estreita relação é fruto do empenho, envolvimento de ambos, construído ao longo dos últimos anos”, ressaltou o secretário da Agricultura, Eduardo Salles.

Divididos em áreas de interesses, os investidores participaram de workshops temáticos de Agronegócio, Energia, Infraestrutura e Construção, Mineração, Fármacos, Automobilístico, Tecnologia da Informação e Comércio. Esses encontros permitiram aos empresários tomarem pé de questões como custos de investimento, tributação, benefícios e situação dos mercados. As informações foram cruciais para que parcerias fossem conduzidas, a exemplo da Shandong Guanfeng Hi-Tech Seed Co Ltd, produtora de óleo de palma (dendê), interessada em instalar-se na Bahia.


“Estabelecida no Pará, a empresa pretende ampliar seu mercado, principalmente no Sudeste, na região de Jaguaquara. A intenção é prospectar área para implantar uma estrutura de produção para processamento de dendê”, explicou o superintendente da Seagri, que enalteceu o interesse dos chineses também na produção de seringueira, para instalação de uma indústria de processamento de borracha natural, e no plantio de madeira para a indústria moveleira.

Durante reunião com os secretários estaduais Eduardo Salles, Fernando Schmidt, o vice-governador de Shandong, Cai Limin, o presidente da Fieb, José de Freitas Mascarenhas, Wagner reafirmou os laços de irmandade entre a Bahia e a província chinesa, e ressaltou a oportunidade de aprofundar as relações bilaterais visando o equilíbrio entre importações, exportações e o desenvolvimento local. “As trocas comerciais e a industrialização em solo baiano nos interessam. Já estamos maduros nesse relacionamento para realizarmos negócios e intercâmbios comerciais produtivos. É possível exportar empresas e não só produtos, para que possamos ter fábricas aqui na Bahia”.

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