Bahia vai sediar maior e mais importante evento técnico de café do País

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Bahia vai sediar maior e mais importante evento técnico de café do País

Seagri e Embrapa alinham projetos de implantação de estações experimentais em Itabela e Barra do Choça
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Seagri e Embrapa alinham projetos de implantação de estações experimentais em Itabela e Barra do Choça

O município de Vitória da Conquista, localizado no sudoeste da Bahia, numa região responsável por mais de um terço da produção de café da Bahia, vai sediar, em setembro do próximo ano, a oitava edição do Simpósio de Pesquisa de Cafés do Brasil, um dos maiores e mais importantes eventos técnicos do setor. O compromisso foi firmado na quarta-feira (10) em Brasília, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), durante reunião entre o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles; o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo; gerente de Transferência de Tecnologia, Lucas Tadeu, e a professora Sandra Elizabeth de Souza, representando o reitor Paulo Roberto Pinto Santos, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

“Vamos realizar o maior e melhor simpósio técnico de café já promovido no Brasil. Trata-se de um evento grandioso, que terá a participação de pesquisadores nacionais e de outros países produtores; milhares de produtores; dirigentes de associações e cooperativas, e estudantes das universidades do Sudoeste, do Sul e do Recôncavo baiano”, disse Eduardo Salles. Ele explicou que “desde o ano passado encaminhamos esse pleito à Embrapa, e agora concretizamos essa parceria, da qual participa também o Consórcio Pesquisa Café”. Trata-se de um grupo que reúne as principais instituições de pesquisa e ensino voltadas para a cafeicultura.

A Bahia está representada no Consórcio pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Seagri, mas, a partir de agora, de acordo com uma das decisões da reunião desta quarta-feira, passará a ter duas cadeiras, com a inclusão da Uesb.

Estações experimentais

De acordo com o secretário, a questão da pesquisa cafeeira na Bahia está paralisada há muitos anos e, para retomá-la, foi acordada a formação de um grupo de trabalho, que terá representação da Seagri/EBDA, Uesb, Uesc, Consórcio Pesquisa Café, Embrapa, Ceplac, Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), através dos sindicatos.

Além de definir a realização da oitava edição do Simpósio de Pesquisa de Cafés do Brasil, a Embrapa Café alinhou com a Secretaria da Agricultura da Bahia os projetos de implantação de duas estações experimentais em Itabela (café conilon), e em Barra do Choça (café arábica). “São pilares importantes para a pesquisa aplicada. Agora só fica faltando uma estação experimental na região Oeste do Estado”, afirmou Eduardo Salles. Ele explicou que a implantação das estações experimentais vai permitir a validação das pesquisas realizadas em outras regiões do País, e a transferência de tecnologias, principalmente para a agricultura familiar.

O secretário destacou ainda que, de acordo com o Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Café, realizado através da Associação de Produtores de Café da Bahia (Assocafé), o Estado possui cerca de 22 mil produtores, dos quais 92,6% são agricultores familiares, com menos de 10 hectares, e 6,8% com menos de 100 hectares. Os demais, 0,6% são grandes produtores, com mais de 100 hectares, responsáveis por 46% da produção, com produtividade de 33 sacas/hectare, enquanto os pequenos produzem em média 13 sacas por hectare. “A Bahia possui o maior contingente de agricultores familiares do Brasil (665 mil), e as pesquisas são fundamentais para que eles qualifiquem e aumentem suas produtividades de café, alcançando os patamares dos grandes produtores”, disse.

A sustentabilidade e a inclusão social na cafeicultura deverão estar entre os temas que serão debatidos durante o VIII Simpósio de Pesquisa de Cafés do Brasil, acredita o secretário. A organização do evento e a definição da programação científica ficaram a cargo de uma comissão, que já começa a trabalhar, composta pelas universidades, produtores, Seagri/EBDA e Embrapa.

Consórcio desenvolve pesquisas no Brasil

Fortalecer a economia e contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva do café no Brasil. Estes são os principais objetivos do Consórcio Pesquisa Café, grupo que reúne instituições de pesquisa e ensino voltadas para a cafeicultura. Fundado em 1997, a atuação do grupo foi fundamental para as principais conquistas e melhoria no processo produtivo da qualidade do café no Brasil.

O café já foi um dos principais grãos da história do Brasil, gerando emprego e renda e sendo fundamental na construção de cidades históricas. Atualmente, o Brasil é o maior produtor e exportador de café no mundo e o segundo maior consumidor, perdendo apenas para os Estados Unidos.

A importância do Consórcio vai muito além do desenvolvimento de tecnologias. A atuação desse arranjo de instituições de pesquisa e ensino brasileiras contribuiu para que o Brasil alcançasse o topo da produção mundial, abastecendo um terço da demanda de café, gerando mais desenvolvimento econômico e social para o País.

Neste cenário, o Consórcio Pesquisa Café tem um papel fundamental na manutenção da cadeia produtiva do café investindo no agronegócio e trazendo resultados para a agricultura brasileira.

Em 2011 foram produzidos 43 milhões de sacas de 60 quilos. Em 2012, a estimativa é de 52 milhões de sacas. Para se estabelecer como a maior e mais bem sucedida experiência de pesquisa em café no mundo, o Consórcio assumiu a responsabilidade de promover a geração de conhecimento a serviço do campo e do consumidor. Pensando nisso, as instituições participantes realizam trabalhos essenciais para a melhoria da lavoura cafeeira brasileira e da bebida consumida.
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